Avances en Psicología Latinoamericana

ISSN-e: 2145-4515

ISSN: 1794-4724 

Subjetividad e interseccionalidad: experiencias de Enfermedad de Mujeres Negras con enfermedad falciforme

Eliana Costa Xavierorcid, Kátia Bones Rochaorcid

DOI: http://dx.doi.org/10.12804/revistas.urosario.edu.co/apl/a.3804
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Resumen


El estudio tuvo el objetivo de conocer y analizar la historia de mujeres negras con enfermedad falciforme y comprender cómo la subjetividad de estas es construida y confrontada a partir de los sentidos subjetivos asociados con los marcadores de género, raza y clase social. Se trata de una investigación cualitativa en la que participaron 9 mujeres negras acompañadas por el Centro de Referencia de la Anemia Falciforme del Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Las entrevistas semiestructuradas fueron analizadas por medio del análisis crítico del discurso. Los resultados mostraron que las mujeres negras perciben su enfermedad como condición de salud que estrecha los lazos entre su pertenencia racial y sus construcciones de género y de clase. El discurso de esas mujeres negras trascendió a la complejidad de la enfermedad crónica, transformándola y construyendo posibilidades que las potencializan como mujeres, madres y sujetos sociales. Las mujeres señalaron que la interseccionalidad de raza, género y clase social impulsa la ceguera pública de la mujer negra y de las cuestiones relacionadas con la población negra intensificando el sentimiento de invisibilidad.

Palabras clave


enfermedad falciforme, interseccionalidad, subjetividad, raza, género, clase social.

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