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Introdução: a evidência mostra que existe uma associação entre dor lombar e postura sentada. Por outra parte, os macro reposicionamentos efetuados sobre o assento, são a resposta natural do corpo devido à incomodidade percebida em função do tempo prolongado, mas a evidência mos­tra que estes movimentos realizados pelos sujeitos não mitigam a dor lombar e a percepção de incomodidade aumenta. Materiais e métodos: realizaram-se vários estudos experimentais para realizar os de macro reposicionamento com ajuda de um assento, desenvolveu-se um dispositivo para ser colocado sobre este; registraram-se as seguintes variáveis: 1) a variação do ângulo do as­sento baixo os critérios de menor demanda biomecânica e menor percepção de incomodidade, 2) a velocidade de variação do ângulo do assento baixo o critério de menor percepção de instabilidade e 3) a frequência em que se devem realizar estes reposicionamentos. Resultados: demonstrou-se que os sujeitos assintomáticos se movem menos que os sintomáticos e que as estratégias de mo­vimento são diferentes; além disso, os macro reposicionamentos se realizam com uma frequência de 12,6 minutos e que a velocidade sem percepção de instabilidade é de 0,17 rad/seg; a inclinação do assento influi na pressão intradiscal (sig 0,003) e que em inclinações negativas do assento a  carga que não se transmite à tuberosidades isquiáticas, é transferida aos joelhos e aos pés. Discus­são: ainda que o estudo encontra-se na validação de sua hipótese principal, de ser certa, poderá se gerar novas pistas na criação de assentos para mitigar a dor lombar em motoristas que laboram em postura sentada prolongada.

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