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Delfina Manuela Silva Fernandes
Pedro B. Albuquerque
Karlos Luna

Após a discussão com outra testemunha sobre um acontecimento, as pessoas podem incorporar nas suas próprias memórias informações novas e erradas e, consequentemente incluí-las em relatos posteriores do evento. Este fenómeno apelida-se de conformidade da memória. O presente estudo teve como objetivo perceber de que forma as testemunhas podem ser protegidas desta informação falsa utilizando pós-avisos de esclarecimento. Nesta investigação utilizou-se o procedimento MORI. Inicialmente, os participantes viram, em pares, um vídeo com duas versões que continham informação inconsistente. Seguidamente, discutiram detalhes do vídeo de forma a introduzir espontaneamente a informação falsa. Por fim, metade dos participantes receberam um pós-aviso de esclarecimento e, posteriormente, todos os participantes realizaram um teste de reconhecimento. Os resultados mostraram que a discussão entre testemunhas afetou a exatidão da memória, sendo menor para itens disputados durante a discussão do que para itens não disputados. Revelaram ainda que o pós-aviso de esclarecimento não eliminou a conformidade da memória. Assim, conclui-se que a informação enganosa introduzida pela discussão com outra testemunha tem uma influência tão forte na memória do evento que dificilmente é revertida. Desta forma, os relatos das testemunhas podem apresentar informações falsas, algo preocupante para o sistema legal.

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Silva Fernandes, D. M., B. Albuquerque, P., & Luna, K. (2020). Podem os pós-avisos de esclarecimento eliminar a conformidade da memória?. Avances En Psicología Latinoamericana , 38(3). https://doi.org/10.12804/revistas.urosario.edu.co/apl/a.8375

Delfina Manuela Silva Fernandes, Universidade do Minho, Portugal

Convidada do Grupo de Investigação em Memória e Cognição Humana, Escola de Psicologia, Universidade do Minho.

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