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Introdução: A policitemia vera constitui uma síndrome mieloproliferativa que aumenta a contagemdas três linhagens celulares. É caracterizada por aumento da massa eritrocitária e está associada a maior risco de eventos trombóticos, transformação leucêmica e mielofibrose. Apresentação do caso: Paciente masculino, 62 anos, com hipertensão arterial em tratamento com irbesartana, anlodipino, hidroclorotiazida e bisoprolol, que manteve níveis pressóricos elevados apesar de boa adesão terapêutica, relatou cefaleia, zumbidos, escotomas, tinnitus e vertigens. sensação também de prurido após o banho. Ao exame físico evidenciamos hipertensão arterial, rubor facial e esplenomegalia. Devido à hipertensão arterial resistente, foi adicionada espironolactona. Solicitamos exames laboratoriais que relataram hemoglobinemia elevada e para estudar a poliglobulia solicitamos dosagem de eritropoetina, que foi diminuída. Diante dos achados sugestivos de policitemia, indicamos biópsia de medula óssea, cuja análise revelou pan-mielose e o estudo de genética molecular mostrou mutação em JAK2. Com base no exposto, definimos hipertensão arterial secundária à policitemia vera. Foi solicitado tratamento citorredutor com ruxolutinibe e o paciente apresentou evolução satisfatória acompanhada de controle da pressão arterial. Discussão: A policitemia vera tem prevalência de 0,68-2,6/100.000 pessoas, com predomínio no sexo masculino. O diagnóstico requer três critérios principais (hemoglobina >17,5 g/dl em homense >16 g/dl em mulheres ou hematócrito >49% em homens e >48% em mulheres, biópsia de medula óssea mostrando panmielose ou mutação JAK2) ou dois critérios principais com diminuição da eritropoietinemia. A viscosidade sanguínea inerentemente elevada pode aumentar a carga sobre o sistema cardiovascular e prejudicar a função vasodilatadora endotelial microvascular, eventos que levam à hipertensão secundária.

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