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O nascimento de um filho ou uma filha constitui um momento transcendental na vida pessoal e familiar, no qual se desarticulam ou consolidam aspectos da feminidade e a masculinidade. Objetivo: desde esta perspectiva, realizou-se uma pesquisa com o fim de compreender a forma como influem a representação da maternidade, o sistema médico no qual se concentra a atenção ao parto e as legislações relacionadas com a maternidade na concepção e no exercício da maternidade e a paternidade durante a gravidez, o parto e o puerpério. Metodologia: se utilizaram diversas técnicas qualitativas de pesquisa (entrevistas e observação participante) a mulheres atendidas em três hospitais de maternidade de La Habana e seus companheiros (esposos legais e consensuais). Resultados: os achados revelam roles de gênero nos quais a mulher é a cuidadora por excelência e a responsável da reprodução e os homens são relegadas dela; se reforçam e consolidam institucionalmente desde o legislado e desde a atenção médica ao processo. Paralelo a isto, deixa ao descoberto a emergência de uma nova masculinidade mediante a maior implicação dos homens neste processo, de sua maior inserção no aspecto privado e da exteriorização de sentimentos associados com o nascimento de seu bebê. Conclusão: surge a necessidade de gerar políticas orientadas a desmontar a cultura patriarcal em favor de construir relacionamentos mais igualitários e democráticos na sociedade cubana.
García-Jordá, D., Díaz-Bernal, Z., & Acosta Álamo, M. (2012). Legislação e atenção medicalizada ao nascimento no exercício da maternidade e a paternidade em Cuba. Revista Ciencias De La Salud, 10(2), 43–57. https://doi.org/10.12804/revistas.urosario.edu.co/revsalud/a.2181

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