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Introdução: um campo de pesquisa crescente da biologia é a senescência celular, mecanismo que tem sido associado, sob determinadas circunstancias, com a transformação maligna. Tendo em conta a elevada incidência de câncer ovariano e sua gênese preferencial a partir do epitélio superficial do ovário, assim como a possibilidade de ocorrência de uma transição epitélio-mesenquimática, se avaliou, tanto o crescimento in vitro dos fibroblastos do estroma cortical, como a atividade a pH 6 da β-galactosidase, enzima cuja expressão tem sido classicamente considerada como marcador de senescência replicativa. Metodologia: 48 amostras de fibroblastos do córtex ovariano provenientes de doadores sem antecedentes de câncer foram cultivadas em forma seriada até o final de sua vida replicativa. Mediante o método quimioluminescente, em cada passe foi quantificada a atividade β-galactosidase a pH 6. Como controle utilizou-se cultivos de células do epitélio superficial ovariano das mesmas doadoras. A atividade enzimática foi também avaliada em fibroblastos previamente induzidos a senescência com peróxido de hidrogeno. Resultados: as leituras da atividade enzimática, analisada em conjunto com a capacidade replicativa, indicam que os cultivos de fibroblastos alcançaram o estado senescente para os passes 4-5, o que também ocorreu com as células epiteliais. Os fibroblastos induzidos a senescência mostraram valores variáveis de atividade enzimática. Conclusões: as semelhanças entre os fibroblastos e as células epiteliais em quanto ao inicio da senescência poderia estar relacionado com a transição epitélio-mesenquimática que tem sido descrita como fator de risco de câncer derivado do epitélio superficial ovariano. Valores baixos de atividade β-galactosidase poderiam sugerir que, em alguns casos, ocorreu inativação das vias de resposta ao estresse oxidativo.

Chuaire-Noack, L., García-Morcote, C., & Ramírez-Clavijo, S. R. (2011). Atividade β-galactosidase associada com a senescência em fibroblastos do estroma ovariano in vitro. Revista Ciencias De La Salud, 9(1), 17–31. https://doi.org/10.12804/revistas.urosario.edu.co/revsalud/a.1545

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