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Ambientes Isolados, Confinados e Extremos são laboratórios naturais para estudos sobre o comportamento e, a Antártica, uma das regiões do mundo mais desafiadoras à psicofisiologia e à manutenção da vida. Este estudo teve como objetivo identificar os desafios e perspectivas da pesquisa e intervenção psicológica no ambiente antártico. O metodo deste estudo foi de tipo descritivo- exploratório e etnográfico com base em: (a) evidências da literatura acerca da pesquisa e intervenção psicológica na Antártica e (b) um estudo empírico, de natureza qualitativa, acerca da interação dos expedicionários (civis e militares) com o ambiente antártico, por meio de observações, entrevistas e acolhimentos, no início e ao final de uma missão de verão à Antártica. Os resultados indicaram que os principais desafios da pesquisa e intervenção na Antártica compreendem as limitações do setting e imprevisibilidade do contexto. Foi identificado que a exposição ao ambiente antártico influencia no surgimento de conflitos interpessoais, consumo de álcool, comportamentos de assédio e sentimentos negativos de afeto. Para concluira inserção de psicólogos na Antártica mostra-se um horizonte concreto de pesquisa e intervenção, tendo em vista as repercussões na saúde e no desempenho profissional de expedicionários.




Paola Barros Delben, Universidade Federal de Santa Catarina

Mestre pelo Programa de Pós Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil. Realizo pesquisas em ambientes isolados, confinados e extremos (ICE) e polares.

Roberto Moraes Cruz, Universidade Federal de Santa Catarina

Professor do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina, Brazil.

Gabriel Cardoso de Melo, Universidade Federal de Santa Catarina

Graduando do curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina

Paulus de Wit, Universidade Federal de Santa Catarina

Mestrando pelo Programa de Pós Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina
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