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O informe descreve a sucessão de sistemas eleitorais adotados pelos regimes ou hegemonias unipartidárias (liberais ou conservadoras), na história colombiana, a partir da Independência. Os dois partidos tradicionais da Colômbia fundados em 1847- 1848, foram atores de um conflito, geralmente violento, pelo controle do poder do Estado que se prolongou até 1953. Nessa centúria alternaram regimes ou hegemonias unipartidárias que celebram eleições não competitivas nem sinceras, sob sistemas eleitorais excludentes (maioria simples, voto em bloco e pequenas circunscrições) para obstaculizar a participação política do partido na oposição.

Depois de um regime militar de transição (1953-1957) ambos os partidos entram em um longo período de colusão ou cartelização (1957-2002…) que facilita a corrupção no Estado e na política, e com o desprestigio dos partidos a aparição de um voto de opinião não estruturado e volátil. A nova Constituição (1991) gera a intensificação do clientelismo eleitoral e a conformação de pequenas empresas de clientelas eleitorais cuja dinâmica perversa só pode ser detida com uma reforma eleitoral que reinstitucionaliza baseada no umbral ou barreira legal no escrutínio.  

Delgado-Sánchez, O. (2010). Os sistemas eleitorais para o congresso na Colômbia (1821-2002). Revista Estudios Socio-Jurídicos, 4(2), 67–129. Recuperado de https://revistas.urosario.edu.co/index.php/sociojuridicos/article/view/220

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