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Neste artigo, argumento que o paradigma da migração segura, ordenada e regular, promovido pelo Pacto Global, reproduz a colonialidade do conhecimento jurídico. Embora a migração regular seja mais segura, legislações nacionais rigorosas frequentemente a tornam inacessível para pessoas do Sul global, levando à migração irregular como única opção disponível. O Pacto Global visa reduzir a migração irregular, mas não aborda as desigualdades estruturais que a causam. Proponho uma abordagem decolonial ao constitucionalismo transformador, reformulando os migrantes como uma comunidade de prática jurídica. Ao aproveitar seu conhecimento jurídico e suas práticas de resistência, os migrantes podem desafiar as estruturas legais coloniais que os marginalizam sistematicamente. Essa perspectiva busca expandir a discussão sobre as experiências dos não cidadãos e oferecer novas vias decoloniais para entender o direito migratório e o constitucionalismo transformador. Este artigo primeiro delineia esse quadro decolonial; em seguida, critica o paradigma da migração segura, ordenada e regular; por fim, sugere uma abordagem metodológica centrada nas narrativas e práticas das pessoas em movimento.

Noémie Boivin, a:1:{s:5:"es_ES";s:25:"Université de Sherbrooke";}

Banting postdoctoral researcher at the Université de Sherbrooke's Faculty of Law and coordinator of the Laboratoire pour la recherche critique en droit. She holds a doctorate in law from the Benemérita Universidad Autonónoma de Puebla, a master's degree in law from the Université du Québec à Montréal and a bachelor's degree in international relations and international law from the same university. She is currently a visiting researcher at Universidad Iberoamericana Puebla and was a visiting doctoral student at Sciences Po Paris Law School and a visiting researcher at the Colegio de la Frontera Sur (San Cristóbal/Tapachula, Mexico).

Boivin, N. (2026). Migração segura, ordenada e regular: colonialidade do direito e comunidades de prática. Revista Estudios Socio-Jurídicos, 28(1), 1–33. https://doi.org/10.12804/revistas.urosario.edu.co/sociojuridicos/a.15956

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