Conteúdo do artigo principal

Autores




Habilidades de enfrentamento são uma das variáveis mais importantes para a prevenção de recaída ao álcool e outras drogas. O Questionário de Estratégias Específicas à Fissura (USSQ) é um instrumento desenvolvido nos EE. UU. para a avaliação do repertório de enfrentamento de um indivíduo diante da fissura. Como não foram encontradas informações sobre suas qualidades psicométricas no Brasil, o objetivo deste estudo foi adaptar o instrumento para o país. Participaram do estudo 378 pessoas em tratamento por transtorno de uso de substâncias em Centros de Atenção Psicossocial – Álcool e outras Drogas (CAPS-AD), sendo a maioria homens, de baixa escolaridade e usuários de crack. Os instrumentos utilizados foram um questionário de caracterização geral, o ussq e o Inventário de Depressão Maior. Foram realizados procedimentos de adaptação transcultural e investigações de evidências de validade e precisão. Os resultados da validade de conteúdo indicaram que os 20 itens representavam adequadamente a definição teórica de enfrentamento, eram adequados para a população brasileira e relevantes para a avaliação do enfrentamento imediato. Considerando aspectos teóricos e psicométricos, uma estrutura interna unifatorial de 12 itens foi considerada a melhor opção para a versão brasileira do ussq, com índices de ajuste satisfatórios, invariância de medida para usuários de álcool e crack e para pessoas em desintoxicação e abstinentes, bem como relação significativa com as variáveis externas tempo de abstinência e nível de depressão. Conclui-se que a adaptação brasileira do ussq possui qualidades psicométricas iniciais para mensurar o repertório de habilidades de enfrentamento de usuários de substâncias.




Milhomens de Sousa, J., da Silva Martins, V. M., Costa Haidar, F., & Guimarães Cardoso de Sá, L. (2021). Questionário de Estratégias Específicas à Fissura (USSQ): adaptação e propriedades psicométricas iniciais para o Brasil. Avances En Psicología Latinoamericana , 39(1), 1–18. https://doi.org/10.12804/revistas.urosario.edu.co/apl/a.9103

Andretta, I., Limberger, J., Schneider, J. A., & Mello, L. T. N. (2018). Sintomas de depressão, ansiedade e estresse em usuários de drogas em tratamento em comunidades terapêuticas. Psico-USF, 23(2), 361-373. https://doi.org/10.1590/1413- 82712018230214

Blaine, S. K., Milivojevic, V., Fox, H., & Sinha, R. (2016). Alcohol Effects on Stress Pathways. The Canadian Journal of Psychiatry, 61(3), 145-153. https://doi.org/10.1177/0706743716632512

Campos, J. A. D. B., & Maroco, J. (2017). Modelagem de equações estruturais: aplicações à validação de instrumentos psicométricos. In B. F. Damásio & J. C. Borsa (Eds.), Manual de desenvolvimento de instrumentos psicológicos (323-346). Vetor.

Chen, F. F. (2007). Sensitivity of goodness of fit indexes to lack of measurement invariance. Structural Equation Modeling: A Multidisciplinary Journal, 14(3), 464-504. https://doi. org/10.1007/s10964-012-9985-4

Conselho Federal de Psicologia. (2018). Resolução no 9, de 25 de abril de 2018. Satepsi. http:// satepsi.cfp.org.br/legislacao.cfm

Constant, H. M. R. M., Figueiró, L. R., Signor, L., Bisch, N. K., Barros, H. M. T., & Ferigolo, M. (2014). Tradução, adaptação transcultural e validação de conteúdo da versão em português do Coping Behaviours Inventory (CBI) para a população brasileira. Cadernos de Saúde Pública, 30(10), 2049-2056. https://doi.or- g/10.1590/0102-311X00176513

Constant, H. M. R. M., Moret-Tatay, C., Benchaya, M. C., Oliveira, M. S., Barros, H. M. T., & Ferigolo, M. (2018). CBI-20: Psychometric properties for the Coping Behaviors Inventory for alcohol abuse in Brazil. Frontiers in Psychiatry, 9(585). https://doi.org/10.3389/fpsyt.2018.00585

Damásio, B. F. (2013). Contribuições da Análise Fatorial Confirmatória Multigrupo (AFCMG) na avaliação de invariância de instrumentos psicométricos. Psico-usf, 18(2), 211-220. https://doi.org/10.1590/S1413-82712013000200005

Dolan, S. L., Rohsenow, D. J., Martin, R. A., & Monti, P. M. (2013). Urge-specific and lifestyle coping strategies of alcoholics: Relationships of specific strategies to treatment outcome.

Drug and Alcohol Dependence, 128, 8-14. https://doi. org/10.1016/j.drugalcdep.2012.07.010

Donovan, D., & Marlatt, A. (2009). Avaliação dos comportamentos dependentes. Roca.

Ferrando, P. J., & Lorenzo-Seva, U. (2017). Program factor at 10: Origins, development and future directions. Psicothema, 29(2), 236-241. https:// doi.org/10.7334/psicothema2016.304

Ferrando, P. J., & Lorenzo-Seva, U. (2018). Assessing the quality and appropriateness of factor solutions and factor score estimates in exploratory item factor analysis. Educational and Psychological Measurement, 78, 762-780. https://doi. org/10.1177/0013164417719308

Franco, V. R., Valentini, F., & Iglesias, F. (2017). Introdução à análise fatorial confirmatória. In B. F. Damásio & J. C. Borsa (Eds.), Manual de desenvolvimento de instrumentos psicológicos (295-322). Vetor.

Hernández-Nieto, R. (2002). Contributions to statistical analysis: The coefficients of proportional variance, content validity and kappa. Andes University Press.

Humke, C., & Radnitz, C. L. (2005). An instrument for assessing coping with temptation: Psychometric properties of the Alcohol Abuse Coping Response Inventory. Substance Use and Misuse, 40(1), 37-62. https://doi.org/10.1081/ JA-200030493

JASP Team. (2019). (Versão 0.12.2) [Programa de computador]. https://jasp-stats.org/download/

Jungerman, F. S., & Zanelatto, N. A. (2007). Tratamento psicológico do usuário de maconha e seus familiares: um manual para terapeutas. Roca.

Lazarus, R., & Folkman, S. (1984). Stress appraisal and coping. Springer.

Leppink, J. (2019). Statistical methods for experimental research in education and psychology. Springer.

Litman, G. K., Stapleton, J., Oppenheimer, A. N., & Peleg, M. (1983). An instrument for measuring coping behaviours in hospitalized alcoholics: Implications for relapse prevention treatment. British Journal of Addiction, 78, 269-276. https:// doi.org/101111/j.13.60-0443.1983.tb02511.x

Litt, M. D., Kadden, R. M., & Tennen, H. (2012). The nature of coping in treatment for marijuana dependence: Latent structure and validation of the coping strategies scale. Psychology of Addictive Behaviors, 26(4), 791-800. https:// doi.org/10.1037/a0026207

Marlatt, G. A., & Donovan, D. M. (2009). Prevenção de recaída: estratégias de manutenção no tratamento de comportamentos aditivos. Artmed.

Montero, I., & León, O. G. (2002). Clasificación y descripción de las metodologías de investigación en Psicología. International Journal of Clinical and Health Psychology, 2(3), 503-508. https://www.redalyc.org/articulo. oa?id=33720308

Monti, M. P., Rohsenow, J. D., Swift, R. M., Gulliver, S. B., Colby, S. M., Mueller, T. I., Brown, R. A., Gordon, A., Abrams, D. B., Niaura, R. S., & Asher, M. K. (2001). Naltrexone and cue exposure with coping and communication skills training for alcoholics: Treatment process and 1-year outcomes. Alcoholism: Clinical and Experimental Research, 25(11), 1634-1647. https://doi.org/10.1111/j.1530-0277.2001. tb02170.x

Monti, P. M., Kadden, R. M., Rohsenow, D. J., Cooney, N. L., & Abrams, D.B. (2005). Tratando a de- pendência de álcool: um guia de treinamento das habilidades de enfrentamento. Roca.

Monti, P. M., Rohsenow, D. J., Rubonis, A.V., Niaura, R. S., Sirota, A. D., Colby, S. M., Goddard, P., & Abrams, D. B. (1993). Cue exposure with coping skills treatment for male alcoholics: A preliminary investigation. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 61, 1011-1019. https://doi.org/10.1037/0022-006X.61.6.1011

Moore, T. M., Seavey, A., Ritter, K., McNulty, J. K., Gordon, K. C., & Stuart, G. L. (2014). Ecological momentary assessment of the effects of craving and affect on risk for relapse during substance abuse treatment. Psychology of Addictive Behaviors, 28(2), 619-624. https://doi. org/10.1037/a0034127

Moos, R. H. (1993). Coping Responses Inventory: CRI from Adults. Professional Manual, Odessa, TX. Psychological Assessment Resources.

National Institute on Drug Abuse, NIDA. (1998). A Cognitive-Behavioral Approach: Treating Cocaine Addiction. NIH. National Institute on Drug Abuse. https://archives.drugabuse.gov/publi- cations/cognitive-behavioral-approach-treating-cocaine-addiction

Parcias, S., Rosario, B. P., Sakae, T., Monte, F., Guimarães, A., & Xavier, A. (2011). Validação da versão em português do Inventário de Depressão Maior. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 60(3), 164-170. https://doi.org/10.1590/ S0047-20852011000300003

Pasquali, L. (2010). Instrumentação psicológica: Fundamentos e práticas. Artmed.

Ribadier, A., & Varescon, I. (2019). Anxiety and depression in alcohol use disorder individuals: The role of personality and coping strategies. Substance Use & Misuse, 54(9), 1475-1484. https://doi.org/10.1080/10826084.2019.1586950

Ribeiro, M., Yamaguchi, S., & Duailibi, L. B. (2012). Avaliação de fatores de proteção e de risco. In M. Ribeiro & R. Laranjeira (Ed.), O tratamento do usuário de crack (pp. 226-238). Artmed.

Rocha, I. C. O., & Lopes, E. J. (2018). Estratégias de coping em indivíduos com transtorno por uso de substâncias: revisão sistemática de literatura. Revista Brasileira de Psicoterapias, 20(2), 10-27. https://doi.org/10.5935/2318- 0404.20180018

Rohsenow, D. J. (2015). Cognitive behavioral therapy for substance use disorders. In H. S. Friedman (Ed.), Encyclopedia of mental health (pp. 307- 316). Academic Press.

Rohsenow, D. J., Martin, R. A., & Monti, P. M. (2005). Urge-specific and lifestyle coping strategies of cocaine abusers: Relationships to treatment outcomes. Drug and Alcohol Dependence, 78, 211-219. https://doi.org/10.1016/j.drugal-CDEP.2005.03.001

Rohsenow, D. J., Monti, P. M., Rubonis, A. V., Gulliver, S. B., Colby, S. M., Binkoff, J. A., & Abrams, D. B. (2001). Cue exposure with coping skills training and communication skills training for alcohol dependence: Six and twelve-month outcomes. Addiction, 96, 1161-1174. https:// doi.org/10.1046/j.1360-0443.2001.96811619.x

Roth, S., & Cohen, L. J. (1986). Approach, avoidance, and coping with stress. American Psychologist, 41, 813-819. https://doi.org/10.1037/0003- 066X.41.7.813

Sá, G. C., Oláz, F. O., & Del Prette, Z. A. P. (2017). Propriedades psicométricas iniciais do Inventário de Habilidades de Enfrentamento Antecipatório para a Abstinência de Álcool e Outras Drogas. Avaliação Psicológica, 16(2), 176-186. https://doi.org/10.15689/AP.2017.1602.08

Sá, L. G. C., & Del Prette, Z. A. P. (2014). Habilidades sociais como preditoras do envolvimento com álcool e outras drogas: um estudo exploratório. Interação em Psicologia, 18(2), 167-178. https://doi.org/10.5380/psi.v18i2.30660

Sá, L. G. C., & Del Prette, Z. A. P. (2016). Habilidades de enfrentamento antecipatório para abs- tinência de substâncias: construção de um novo instrumento de medida. Avances en Psicología Latinoamericana, 34(2), 351-363. https://doi. org/10.12804/apl34.2.2016.09

Sakiyama, H. M. T., Ribeiro, M., & Padin, M. F. R. (2012). Prevenção da recaída e treinamento de habilidades sociais. In M. Ribeiro & R. Laran- jeira (Eds.), O tratamento do usuário de crack (pp. 337-350). Artmed.

Spangenberg, J. J., & Campbell, M. E. (1999). Anxiety, depression, and coping strategies in recently detoxified alcoholics. Alcoholism Treatment Quarterly, 17(3), 55-65. https://doi. org/10.1300/J020v17n03_06

Stillman, M. A., & Sutcliff, J. (2020). Predictors of relapse in alcohol use disorder: Identifying individuals most vulnerable to relapse. Addiction and Substance Abuse, 1(1), 3-8. https:// probiologists.com/Article/Predictors-of-relapse-in-alcohol-use-disorder:-Identifying-individuals-most-vulnerable-to-relapse

The Marijuana Treatment Project Research Group. (2004). Brief treatments for cannabis dependence: Findings from a randomized multisite trial. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 72, 455-466. https://doi. org/10.1037/0022-006X.72.3.455

Timmerman, M. E., & Lorenzo-Seva, U. (2011). Dimensionality assessment of ordered polytomous items with parallel analysis. Psychological Methods, 16, 209-220. https://doi.org/10.1037/ a0023353

Zanelatto, N. A., & Laranjeira, R. (2018). O tratamento da dependência química e as terapias cognitivo-comportamentais: um guia para terapeutas. Artmed.

Downloads

Não há dados estatísticos.