Conteúdo do artigo principal

Autores

O artigo examina uma intervenção formativa, realizada em uma escola, com um grupo de professores que estreava na inclusão de alunos com deficiência em suas turmas e estava apresentando dificuldades. A intervenção buscou ampliar a compreensão sobre inclusão e, consequentemente, a mudança das práticas em relação aos alunos incluídos. Foram realizadas 10 sessões, de março a dezembro de 2014, planejadas a partir da proposta de aprendizagem expansiva, definida por Engeström. A análise foi organizada com base nas ações do ciclo de aprendizagem expansiva: questionamento, análise, modelagem da nova solução, exame do novo modelo, implementação do novo
modelo, reflexão sobre o processo e consolidação da nova prática. Foram desenvolvidas, durante a intervenção, três ações capazes de produzir a aprendizagem expansiva: protocolo de organização da inclusão na escola, agenda para os alunos incluídos e estabelecimento de trabalho coordenado entre professores da sala regular e da sala de recursos. Ao final da intervenção, constatou-se que nenhuma das três consolidou-se. Concluiu-se que, para haver transformação, seria necessário desenvolvimento de agency, de engajamento dos sujeitos no processo de mudança, o que não aconteceu.

Cenci, A., Vilas Bôas, D., & Damiani, M. F. (2020). Análise de aprendizagem expansiva em intervenção formativa: a inclusão de alunos com deficiência nas séries finais do ensino fundamental em foco. Avances En Psicología Latinoamericana , 38(1), 118–134. https://doi.org/10.12804/revistas.urosario.edu.co/apl/a.7323

Borowski, F. (2010). Fundamentos teóricos do cur-so de aperfeiçoamento de professores para o atendimento educacional especializado (2007):novos referenciais? (Disertación de maestría sin publicar), Universidad Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil.

Brasil (2008). Política Nacional de Educação Es-pecial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversi-dade e Inclusão (MEC/SECADI).

Damiani, M. F., Rochefort, R. S., Castro, R. F., Da-riz, M. R., & Pinheiro, S. S. (2013). Discutin-do pesquisas do tipo intervenção pedagógica. Cadernos de Educação, 45, 57-67.

Engeström, Y. (2016). Aprendizagem expansiva.Campinas: Pontes Editores.

Engeström, Y. (1999). Activity theory and individual and social transformation. Em Y. Engeström, R. Miettinen, & R. Punamäki (Orgs.)Perspec-tives on activity theory,(pp. 19-38). Cambridge University Press.

Engeström, Y. (2000). Activity theory as a framework for analyzing and redesigning work. Ergonom-ics, 47(7), 960-974.

Engeström, Y. (2001). Expansive learning at work: Toward an activity-theoretical reconceptualiza-tion. Journal of Education and Work, 14(1), 133-156.

Engeström, Y. (2006). Development, movement and agency: Breaking away into mycorrhizae activ-ities. Em K. Yamazumi (Org.) Building activity theory in practice: Toward the next generation (pp.1-46). Osaka: Center for Human Activity Theory, Kansay University.

Engeström, Y. (2007). Putting Vygotsky to work: The change laboratory as an application of double stimulation. Em H. Daniels, M. Cole, & J. V. Wertsch (Orgs.). The Cambridge Companion to Vygotsky (pp. 363-382). New York: Cambridge University Press.

Engeström, Y. (2011). From design experiments to formative interventions. Theory & Psychology, 21(5), 598-628.Engeström, Y. (2017). Improvement versus trans-formation. Éducation & Didaticque, 11(2), 31-34.

Engeström, Y. & Sannino, A. (2010). Studies of expansive learning: Foundations, findings and future challenges. Educational Research Review, 5(1), 1-24.

Engeström, Y., Rantavuori, J., & Kerosuo, H. (2013). Expansive Learning in a Library: Actions, cycles and deviations from instructional intentions. Vocations and learning,6, 81-106.

Engeström, Y., Sannino, A., & Virkkunen, J. (2014). On the methodological demands of formative interventions. Mind, Culture and Activity, 21(2), 118-128.

Fidalgo, S. S. (2018). A linguagem da exclusão e inclusão social na escola. São Paulo: Editora Unifesp.Freitas, L. C. (2012). Os reformadores empresariais da educação: da desmoralização do magistério à destruição do sistema público de educação. Educação e Sociedade, 33 (119), 379-404.

Garcia, R. M. C. (2013). Política de educação espe-cial na perspectiva da educação inclusiva e a formação docente no Brasil. Revista Brasileira de Educação,18 (52), 101-119.

Glat, R. (2018). Desconstruindo representações so-ciais: por uma cultura de colaboração para a inclusão escolar. Revista Brasileira de Edu-cação Especial, 24, 9-20.

Leontiev, A. N. (1978). O desenvolvimento do psi-quismo. Lisboa: Livros Horizonte. Leontiev, A. N. (1983). Actividad, conciencia, perso-nalidad. Havana: Editorial Pueblo y Educación.

Magalhães, R. C. B. P., & Soares, M. T. N. Currículo escolar e deficiência: contribuições a partir da pesquisa-ação crítico-colaborativa. Cadernos de pesquisa, 46(162), 1124-1147.

Moraes, R. (2003). Uma tempestade de luz: a com-preensão possibilitada pela análise textual dis-cursiva. Ciência & Educação, 9(2), 191-211.

Sannino, A. (2010). Sustaining a non-dominant activity in school: Only a utopia? Journal of Educational Change, 9, 329-338.

Sannino, A., & Laitinen, A. (2015). Double stimulation in waiting experiment: Testing a Vygotskian model of the emergence of volitional action. Learning, Culture and Social Interaction,4, 4-18.

Sannino, A., Engeström, Y., & Lemos, M. (2016). Formative interventions for expansive learn-ing and transformative agency. Journal of the Learning Sciences,25(4), 599-633.

Souza, C. T. R., & Mendes, E. G. (2017). Revisão sistemática das pesquisas colaborativas em educação especial na perspectiva da inclusão escolar no Brasil. Revista Brasileira de Edu-cação Especial,23(2), 279-292.

Tavares, L. M. F. R., Santos, L. M. M., & Freitas, M. N. C. (2016). Educação inclusiva: um estudo sobre a formação docente. Revista Brasileira de Educação Especial, 22(4), 527-542.

Toledo, E. H., & Vitaliano, C. R. (2012). Formação de professores por meio de pesquisa colabo-rativa com vistas à inclusão de alunos com deficiência intelectual. Revista Brasileira de Educação Especial, 18 (2), 319-336.

Virkkunen, J. (2006). Dilemmas in building shared transformative agency. Activités, 3(1), 43-66.

Virkkunen, J., & Newnham, D. S. (2013). The change laboratory: A tool for collaborative develop-mental of work and education. Netherlands: Sense Publishers.

Vitaliano, C. R. (2019). Formação de professores de educação infantil para a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais: uma pesquisa colaborativa. Pro-posições, 30, 1-30.

Vygotsky, L. S. (1993). Obras escogidas (t. 2). Pen-samiento y Lenguaje. Madrid: Visor.

Vygotsky, L. S., & Luria, A. R. (1996). Estudos sobre a história do comportamento: símios, homem primitivo e criança. Porto Alegre: Ar-tes Médicas.Recebido: dezembro 5, de 2018 Aprovado: novembro 1, de 2019

Downloads

Não há dados estatísticos.