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Este trabalho investiga o impacto do processo de treino militar de resistência psicológica na resiliência dos recrutas, considerando o papel moderador da coesão de grupo militar, a estima de si e a predisposição para a ansiedade. Uma amostra de conveniência de 104 militares foi avaliada antes e depois do Curso de Formação Geral Comum das Praças do Exército Português, seguindo um desenho metodológico de medidas repetidas. Os resultados revelam que, embora não se possa atribuir ao processo de recruta alterações significativas nos níveis de resiliência, as variações individuais observadas na resiliência entre o início e o final da recruta associam-se moderadamente à estima de si e à perceção da coesão do grupo. Estes resultados são discutidos quanto às implicações no contexto do treino militar.

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