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Considerando a importância de estudos com populações específicas, essa pesquisa, exploratória, teve como objetivo comparar o desempenho cognitivo de crianças com deficiência visual e crianças videntes através de três subtestes (verbal, memória e lógico-espacial) para avaliação da inteligência, baseado no modelo de Cattel-Horn-Carroll (CHC). Os subtestes foram aplicados em 14 crianças deficientes visuais, na faixa etária de 7 a 12 anos (M= 10,28 anos; DP=1,58), sendo seis do sexo feminino, dez classificadas com baixa visão (oito com deficiência congênita e duas adquiridas) e quatro com cegueira total (duas com adquiridas e duas congênitas), e em 17 crianças videntes (M= 9,94 anos; DP=1,43; todas do sexo feminino). Foram avaliados o número de acertos, tempo de execução dos subtestes e influência das variáveis idade e escolaridade. Os resultados apontaram melhor desempenho dos videntes. As crianças com deficiência congênita também apresentaram melhores resultados que as que apresentam deficiência adquirida, assim como as crianças com baixa visão tiveram melhor desempenho que as com cegueira. Notou-se a influência das variáveis idade e escolaridade no subteste Verbal e do sexo no subteste de Memória. Conclui-se a importância de um instrumento específico para avaliação da inteligência de crianças com deficiência visual, recomendando-se a ampliação da amostra em futuros estudos com o objetivo de investigar as propriedades psicométricas dos subtestes.

CAROLINA ROSA CAMPOS, PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS

Doutoranda em Psicologia pela PUC-Campinas. Endereço para correspondência com os autores: Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Avenida John Boyd Dunlop, s/n. Jardim Ipaussurama. Campinas / SP. CEP 13060-904. E-mail: carolene_crc@hotmail.com. A primeira autora agradece a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pela concessão de bolsa de estudo.

CAMPOS, C. R. (2017). AVALIAÇÃO DA INTELIGÊNCIA DE CRIANÇAS DEFICIENTES VISUAIS: ESTUDO EXPLORATÓRIO DA ADEQUAÇÃO DE ITENS. Avances En Psicología Latinoamericana , 35(2), 233–252. https://doi.org/10.12804/revistas.urosario.edu.co/apl/a.3133

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