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O compartilhamento da educação e dos cuidados dos bebês com as creches constitui um evento carregado de significados contraditórios para a família. A partir de uma perspectiva histórico-cultural, investigou-se o imaginário social de mães e pais de bebês que frequentam uma creche em Cuba. A metodologia foi qualitativa, por meio de um estudo de casos múltiplos (sete mães e cinco pais). Foram realizadas entrevistas semiestruturadas, registros em diário de campo e um grupo focal. Este artigo analisa o imaginário social relacionado aos significados de gênero, considerando o contexto cubano como um país socialista que busca eliminar as desigualdades de gênero. Como resultados, evidenciou-se a coexistência de um imaginário ancorado em significados tradicionalmente instituídos, com significados instituintes vinculados a novos significados de mães e pais no que se refere ao cuidado e à educação dos bebês. Apesar dos esforços do sistema político e social cubano para eliminar as desigualdades de gênero, foram identificadas significações semelhantes às encontradas em outros países, provavelmente devido ao relativamente curto tempo transcorrido desde a Revolução Cubana, abrangendo uma ou duas gerações familiares, mantendo vestígios da sociedade patriarcal capitalista que antecedeu a revolução.

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