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O estudo, a partir de uma abordagem estrutural, analisou o conteúdo e a estrutura das representações sociais da saúde mental em estudantes de Instituições de Ensino Superior (IES) através do Índice de Centralidade de Evocações (INCEV). Este índice permite identificar e confirmar a centralidade dos elementos representativos numa única fase de recolha de dados, o que constitui uma vantagem metodológica. Participaram 483 estudantes de instituições de ensino superior públicas do sudeste brasileiro, na sua maioria mulheres cis (76,4 %), jovens (89 %), matriculadas em cursos da área da saúde (41,2 %) e nos primeiros anos do curso (61,7 %). A recolha de dados contou com um questionário online, composto por perguntas sociodemográficas, uma pergunta de evocação livre sobre «saúde mental» e perguntas sobre a importância e a incondicionalidade de cada resposta de evocação. Os dados sociodemográficos foram tratados por meio de análise descritiva, enquanto as evocações foram submetidas à análise prototípica, com a ajuda do software IRaMuTeQ, e pelo cálculo do INCEV. A análise prototípica indicou como hipóteses centrais ansiedade, terapia, depressão, equilíbrio, necessidade, paz, descanso e importante. O INCEV, por sua vez, confirmou a centralidade dos elementos ansiedade e terapia, revelando-se eficiente como técnica confirmatória. Estes dados, que corroboram os resultados de outros estudos, indican que, para os universitários, a saúde mental está associada a um estado de fragilidade emocional, expresso pelo termo «ansiedade», exigindo cuidados (terapia). Isto realça a necessidade de as IES promoverem experiências académicas saudáveis e positivas.

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