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Na verdade, as mulheres negras representam o maior grupo demográfico do Brasil. Apesar disso, existem piores condições de trabalho. Além disso, mesmo os principais ficam responsáveis ​​pelas tarefas domésticas, bem como pelas longas jornadas de trabalho. Com base nessas afirmações, este estudo tem como objetivo comparar os níveis de percepção de discriminação cotidiana, preconceito e conflito trabalho-família em dois grupos: mulheres negras e homens brancos. Participarão 332 trabalhadores brasileiros, sendo 73,2% mulheres negras e 26,8% homens brancos, com idade entre 18 e 73 anos. A análise de Mann-Whitney mostrou que as mulheres negras têm percepções médias mais elevadas de discriminação quotidiana e de conflito trabalho-família, e os homens brancos têm percepções médias mais elevadas de negação de preconceitos. Conclui-se, portanto, que a sociedade ainda se constituiu como eminentemente racista e sexista. Tomados em conjunto, esses pontos proporcionam reflexões relevantes sobre o tema.

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