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Apresentamos uma enquete feita com brasileiros sobre a adoção de um conjunto de normas éticas, os fundamentos morais. O objetivo do estudo é caracterizar o perfil de uma amostra de adultos quanto à dependência de fundamentos morais, partindo do pressuposto de que cada fundamento moral representa um código ético, levando em consideração variáveis sociais como gênero, escolaridade e religião. As regras éticas consistem em associações de avaliações avaliativas com sistemas de práticas relativas às relações sociais, enquanto os códigos éticos são essas regras legitimadas pelas comunidades por meio de convenções. Administramos uma versão adaptada do Questionário de Fundamentos Morais a 936 adultos em locais públicos. Os resultados da análise de cluster revelaram a existência de dois padrões
de resposta amplos que interpretamos como códigos
éticos, uma ética liberal que prioriza o indivíduo,
associada a níveis de escolaridade mais elevados, e um código pluralista que valoriza as relações individuais e grupais, vinculadas a baixos níveis de escolaridade. A história da desigualdade e das relações autoritárias no Brasil explica as aparentes contradições no padrão individualizante, a modernização do código pluralista e seu conflito ideológico. A discussão centra-se nas possíveis interpretações dos códigos identificados, comentando sobre a especificidade do estudo e as limitações das estratégias habituais de inquérito.

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