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En la actualidad, las mujeres negras representan el mayor grupo demográfico en Brasil. A pesar de ello, presentan las peores condiciones laborales. Además, continúan siendo las principales responsables de las tareas domésticas, incluso cuando mantienen elevadas jornadas de trabajo. Con base en estas consideraciones, el presente estudio tuvo como objetivo comparar los niveles de percepción de discriminación cotidiana, negación del prejuicio, afirmación de diferencias y conflicto entre el trabajo y la familia entre cuatro grupos definidos por la intersección entre raza y género: hombres negros, mujeres negras, hombres blancos y mujeres blancas. Participaron 628 trabajadores/as brasileños/as, de los cuales el 17.5 % eran hombres negros, el 38.7 % mujeres negras, el 14.2 % hombres blancos y el 29.6 % mujeres blancas, con edades entre 18 y 73 años. Debido a la no normalidad de los datos, los análisis se realizaron mediante la prueba de Kruskal-Wallis, con comparaciones post hoc de Dunn y corrección de Holm, reportándose tamaños del efecto e intervalos de confianza. Los resultados evidenciaron que las mujeres negras presentaron mayores niveles de discriminación cotidiana, mientras que las personas blancas tuvieron los niveles más bajos de esta experiencia. En relación con la negación del prejuicio, los hombres mostraron niveles más elevados en comparación con las mujeres. No se observaron diferencias significativas en la afirmación de diferencias ni en el conflicto entre el trabajo y la familia. En conjunto, los resultados sugieren la persistencia de desigualdades consistentes con la literatura sobre racismo y sexismo, aportando reflexiones relevantes sobre la temática.

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