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Esta pesquisa analisa a relação entre infraestruturas projetadas e equipamentos urbanos informais no Rio de Janeiro. A partir de uma abordagem teórica que articula referências do urbanismo crítico, do planejamento de infraestruturas e da noção de informalidade como potencial para inovação urbana, foi realizado um mapeamento territorial nas zonas Norte e Oeste da cidade, conhecido como “subúrbio ferroviário carioca”, complementado por análises de casos que com­bina observação direta e registro fotográfico. Os resultados indicam que a ação informal não apenas responde aos déficits de oferta, mas também gera centralidades locais, integra funções sociais e econômicas, e coloca em evidência o potencial de transformar a infraestrutura em arquitetura urbana. Essa dinâmica destaca a necessidade de repensar os projetos urbanos, para incorporar estratégias de design aberto que promovam resiliência, inclusão e funcionalidade híbrida, além de contribuir para a redução da desigualdade socioespacial e para um planeja­mento mais sensível ao contexto.

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