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O artigo decorre de uma investigação da midiatização de processos comunicacionais no âmbito das fronteiras internacionais do Brasil em sua relação com países colindantes. A comunicação midiática é problematizada com a análise da atividade noticiosa realizada por via digital em contexto da Amazônia transfronteiriça. Investigamos as condições de exercício da comunicação de proximidade na mídia da tríplice fronteira Brasil, Colômbia e Peru (BRA-COL-PE). A metodologia consiste em uma revisão bibliográfica sobre o tema. A abordagem teórica considera prescrições de documentos oficiais dos Estados nacionais, além de literatura no tema da midiatização e da comunicação de proximidade. A análise do papel da mídia para a democratização e desenvolvimento da coesão local envolve considerar sua capacidade de superar a concepção de fronteira como espaço de fluxo em favor de um espaço de lugar. Nossa hipótese é a de que a compreensão da comunicação de proximidade exerce o mandato de integração tensionando as dimensões da identidade cultural transfronteiriça em construção com a dimensão securitária. Os resultados consideram que a ecologia midiática local concede suporte à atualização midiatizada da identidade cultural transfronteiriça, ao mesmo tempo em que reitera sentidos securitários, e o faz modalizando o impacto de políticas externas distintas e soberanistas para as fronteiras nacionais, no caso, de três Estados nacionais.

Camila Hartmann, Sotertorn University - Universidade Federal de Santa Maria

Doutoranda do programa de pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria, realizando doutorado sanduíche na Sodertorn university, Estocolomo, Suécia.

Marjorie Barros Bock, Universidade Federal de Santa Maria

Mestranda do programa de pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria, Brasil.

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