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Motivado pelos desafios inerentes à integração e coordenação na governança pública colaborativa — particularmente em setores tradicionalmente concentrados em atores estatais, como a Defesa Nacional — este artigo tem como objetivo analisar como as relações são configuradas entre atores que operam sob diferentes lógicas e inseridos em arranjos institucionais distintos, em múltiplas camadas de tomada de decisão. Para tanto, foi realizado um estudo de caso no Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro, Brasil. Os resultados da pesquisa indicam a necessidade de considerar novas estruturas capazes de moldar o comportamento e os processos de tomada de decisão dos atores, enfatizando a importância de um governo participativo e eficaz, onde a colaboração desempenha um papel central na construção de valores socialmente compartilhados. Além disso, o estudo destacou que a liderança desempenha um papel crucial no enfrentamento de lacunas estruturais na gestão das atividades dos atores, fornecendo ferramentas para sua organização e coordenação e orientando ações dentro de arranjos e subsistemas de governança. Nesse contexto, a pesquisa contribui para o avanço do conhecimento sobre mecanismos de governança pública, com a metagovernança, a liderança institucional e o empreendedorismo político emergindo como fundamentos essenciais para o fortalecimento das relações intersetoriais.

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