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A atividade política na Colômbia tem sido sempre complexa, pois o exército de participação democrática das maiorias populares tem estado mediado por múltiplos fatores e atores que, de fato, negam a democracia mesma. Isto tem uma explicação muito simples: a democracia nasceu distorcida. Nasceu unida aos interesses dos caudilhos que criaram a República, quem ante a incapacidade de criar sólidas agrupações partidistas, tentaram mobilizar aos setores populares da mesma maneira em que moveram as suas tropas durante as guerras de independência e os conflitos civis que lhe surgiram: como mesnadas que deveriam obedecer as ordens que davam os intermediários do poder, os quais em uma relação patrão-cliente com seu caudilho garantiam a participação dos poucos cidadãos que legitimavam com seu acionar político a representação nos espaços de representação e do poder. Mas as distorções não provêm unicamente de um esquema de mobilização que conservava muitas características da sociedade colonial. Estas também se relacionam com as restrições democráticas, pois a participação política esteve limitada por fenómenos de renda e de escolaridade, que buscavam conservar o poder em mãos dos atores políticos surgidos depois da independência, e nas de seus contraditores, os representantes da sociedade senhorial que se tinha construído durante a Colônia. Esta negação da democracia está em muitos sentidos, vigente na atualidade e expressa-se na debilidade dos partidos, no clientelismo e a corrupção, na inscrição de votos fraudulentos, na coação aos cidadãos, nas mobilizações de homens armados e no movimento paramilitar, no sentido da autodefesa.  Isto não é novo pois como disse antes, está nas “raízes da democracia colombiana, e espero o demonstrar nas páginas a seguir, mediante um estudo de caso próxima da ação política durante o século XIX colombiano. Desejo então, que com este estudo o leitor tire suas próprias conclusões acerca da tradição de nossos costumes políticas e da necessidade ou não de introduzir os corretivos necessários para a plena vigência dos direitos democráticos.

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