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C. Wright Mills é hoje, talvez, um dos autores mais esquecidos em teoria social, no entanto, são inegáveis seus aportes no campo da epistemologia, já que foi um dos que praticaram com sucesso a sociologia do conhecimento nos Estados Unidos, ao tempo que se somou à tradição da “teoria do conflito” introduzindo a dimensão sociológica aos maiores interrogantes políticos de sua época. Mills estava moralmente comprometido com os valores da razão e a liberdade e sua preocupação central era analisar quais eram as possibilidades objetivas para que determinados tipos de homens dentro de determinados tipos de estrutura social, se converteram em indivíduos livres e racionais. Perguntava-se, como estes podiam transcender sua cotidianidade por meio de sua razão e sua experiência e atuar em consequência, em virtude de seu poder. O poder e os processos políticos forma uma preocupação constante em seus escritos, porque para ele o processo político é uma luta pelo poder e pelo prestigio, por posições autoritárias dentro de cada Estado-Nação e entre diversos Estados-Nações. Por outra parte, veia que a estrutura social dos Estados Unidos não era completamente democrática dado que em ela os acontecimentos dependiam de decisões de um punhado de pessoas que cada vez mais centralizavam os espaços de poder que integravam às corporações econômicas, militares e políticas com sua ideologia justificadora que se fazia mais patente quando de assuntos internacionais de tratava. Hoje, em um mundo de antagonismos estruturais, guerras e rebeliões, se apresenta a necessidade de voltar a figuras como Mills que nos aporta um dos aspectos em que uma entidade tão complexa como o poder, pode ser entendida, assim como nos apresenta a necessidade de reflexionar acerca de como sucede a história, sua mecânica e seus processos.

Sara Fernández Cardoso, Consejo de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICENT)

Profesor Principal del CONICET (Consejo de Investigaciones Científicas y Técnicas), Ciudad Autónoma de Buenos Aires
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