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Neste artigo, investiga-se o impacto eleitoral da dívida pública, com foco na relação entre as políticas fiscais e o desempenho eleitoral dos governadores no Brasil. Com base em dois estudos empíricos realizados nos estados brasileiros, argumentamos que a dívida pode ter dois efeitos políticos distintos, dependendo de quando ocorre. Em um primeiro momento, a dívida pode ser utilizada pelos governadores
como estratégia para ampliar sua margem de manobra, promovendo o crescimento econômico
e consolidando sua base eleitoral. No entanto, à medida que a dívida piora e as medidas de austeridade são implementadas, como o atraso no pagamento dos salários do funcionalismo público, o efeito sobre o desempenho eleitoral dos governadores tende a ser negativo. Testamos essas hipóteses utilizando dados relativos aos juros acumulados da dívida pública estadual e os resultados eleitorais dos governadores em exercício e seus sucessores. Os resultados indicam que, nas fases iniciais do endividamento, os governadores são recompensados nas urnas, mas, à medida que as crises fiscais se agravam e as políticas de austeridade são implementadas, os governadores sofrem severas punições eleitorais,
especialmente nos municípios mais dependentes da Administração Pública.

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