Intervenções baseadas em evidências para a prevenção da violência no namoro: revisão sistemática


DOI: https://doi.org/10.12804/revistas.urosario.edu.co/apl/a.12170




Resumo

A violência no namoro entre adolescentes apresenta alta prevalência e pode ser considerada um problema de saúde pública, dadas suas consequências negativas. Ações e programas para sua prevenção e enfrentamento são necessários. Esta revisão sistemática tem o objetivo de mapear e analisar a metodologia dos estudos de viabilidade, eficácia e efetividade de intervenções voltadas para a prevenção da violência no namoro com adolescentes, publicadas em revistas nacionais e internacionais, durante janeiro de 2010 a dezembro de 2021. Foram selecionados artigos em português, inglês e espanhol, identificados nas bases SciELO, Scopus, Web of Science e PsycINFO, a partir dos seguintes descritores: "Dating Violence" AND "Prevention Program" OR "Intervention" OR "Treatment" AND "Adolescent" OR "Adolescents". Seguindo o modelo PRISMA, com o auxílio dos softwares Rayyan QCRI e Microsoft Excel, a amostra final foi composta por 53 artigos. Os resultados indicam a predominância de estudos de eficácia, publicados em 2019, nos Estados Unidos, de prevenção universal em contexto escolar, direcionados para grupos mistos de adolescentes. De modo geral, apresentam evidências favoráveis àquelas intervenções multicomponentes em grupo e menos eficazes naquelas breves e meramente psicoeducativas. Os temas abordados foram principalmente a identificação, descrição e compreensão da violência no namoro; o treino de habilidades; e as modificações de crenças e atitudes relacionadas a estereótipos de gênero ligados à violência no namoro. Estudos futuros devem examinar evidências de viabilidade de programas de prevenção seletiva e indicada, para adolescentes em contextos de vulnerabilidade.

Palavras-chave:

violência por parceiro íntimo, violência no namoro, adolescentes, prevenção


Resumen

La violencia de pareja entre adolescentes tiene una alta prevalencia y puede considerarse un problema de salud pública debido a sus consecuencias negativas. Se necesitan acciones y programas para prevenirla y abordarla. Esta revisión sistemática tuvo como objetivo mapear y analizar la metodología de los estudios sobre la viabilidad, eficacia y efectividad de las intervenciones dirigidas a la prevención de la violencia en el noviazgo entre adolescentes publicados en revistas nacionales e internacionales entre enero de 2010 y diciembre de 2021. Se seleccionaron artículos en portugués, inglés y español, identificados en las bases de datos SciELO, Scopus, Web of Science y PsycINFO, utilizando los siguientes descriptores "Dating Violence" AND "Prevention Programme" OR "Intervention" OR "Treatment" AND "Adolescent" OR "Adolescents". Siguiendo el modelo PRISMA, con la ayuda del software Rayyan QCRI y Microsoft Excel, la muestra final consistió en 53 artículos. Los resultados indican un predominio de estudios de eficacia, publicados en 2019, en Estados Unidos, de prevención universal, en contexto escolar, dirigidos a grupos mixtos de adolescentes. En general, las pruebas fueron favorables para las intervenciones grupales multicomponente, y menos eficaces para las intervenciones breves puramente psicoeducativas. Los temas abordados fueron principalmente la identificación, descripción y comprensión de la violencia en el noviazgo; el entrenamiento en habilidades; y la modificación de creencias y actitudes relacionadas con los estereotipos de género vinculados a la violencia en el noviazgo. Futuros estudios deben examinar la viabilidad de programas de prevención selectiva e indicada para adolescentes en contextos vulnerables.

Palabras clave:

violencia de pareja, violencia en el noviazgo, adolescentes, prevención


Abstract

Dating violence among adolescents has a high prevalence and can be considered a public health problem due to its negative consequences. Actions and programs for prevention and coping are necessary. This systematic review aimed to map and analyze the methodology of feasibility, efficacy and effectiveness studies of interventions aimed at preventing dating violence with adolescents published in national and international journals during the period from January 2010 to December 2021. The languages of the articles selected were Portuguese, English and Spanish. The articles were searched in the SciELO, Scopus, Web of Science databases, and PsycINFO using the following descriptors "Dating Violence" AND "Prevention Program" OR "Intervention" OR "Treatment" AND "Adolescent" OR "Adolescents". Following the PRISMA model, with the use of the software Rayyan QCRI and Microsoft Excel, the final sample was made up of 53 items. The results indicate the predominance of efficacy studies, published in the year of 2019, in the USA, of universal prevention, in the school context, focused on mixed groups of adolescents. In general, we present evidence in favor of multicomponent group interventions, and less effective ones that are brief and merely psychoeducational. The topics addressed are mainly the identification, description and understanding of violence in people; training of skills; and modifications of beliefs and attitudes related to gender stereotypes linked to dating violence. Future studies should examine evidence of viability of selective and indicated prevention programs for adolescents in contexts of vulnerability.

Keywords:

intimate partner violence, dating violence, adolescents, prevention


Entende-se que a violência no namoro é um fenômeno complexo e multicausal, atravessado por fatores individuais, relacionais e culturais (Borges et al., 2020; World Health Organization [WHO], 2015). É considerada uma expressão da violência de gênero e uma forma precoce da violência por parceiro íntimo, que ocorre nas relações íntimas ou românticas no período da adolescência e da juventude (Andrade et al., 2023; Taylor et al., 2017; WHO, 2015).

A etapa desenvolvimental da adolescência é marcada por diversas transformações biopsicos-sociais que se apresentam na faixa etária dos 10 aos 19 anos (Santos & Santos, 2022; WHO, 2020). Salienta-se que alguns adolescentes apresentam maior risco do que outros para vivenciarem violência nessas relações. Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC, 2022), adolescentes do gênero feminino e adolescentes que se identificam como lésbicas, gays, bissexuais, transgênero ou queer (LGBTQ) experimentaram taxas mais altas de violência física e sexual no namoro em comparação com adolescentes que se identificam, respectivamente, como meninos e como heterossexuais. Ressalta-se ainda que meninas adolescentes que se identificam como membros de grupos raciais e/ou étnicos minoritários enfrentam riscos aumentados para a vitimização da violência no namoro (Joppa, 2020).

Segundo a literatura internacional, a violência no namoro pode se manifestar por meio da violência física, como, por exemplo, chutar, dar tapa, puxar cabelo; da violência sexual, como coagir a não usar preservativo, tentar ou ter uma relação sexual indesejada; da violência psicológica, entendida como condutas que causem danos emocionais, constrangimento, humilhação e stalking, termo utilizado para descrever contatos frequentes e indesejados pelo parceiro abusivo, que causem medo ou desconforto na vítima (Campo-Tena et al., 2023; Ortiz-Vivar & Morales-Quizhpi, 2024; WHO, 2015). No Brasil, a Lei 11.340, conhecida popularmente como Lei Maria da Penha, a violência no namoro inclui, para além das já mencionadas, a violência moral, entendida como condutas que configurem calúnia, difamação ou injúria, e a violência patrimonial, manifestada em condutas que visam destruir ou confiscar objetos pessoais (Brasil, 2006). Ressalta-se que a violência no namoro também pode ser perpetrada por comportamentos reproduzidos na internet, como o envio incessante e indesejado de mensagens de texto ou e-mails e até a divulgação de fotos íntimas ou de conversas de cunho sexual sem o consentimento da vítima (CDC, 2022).

A violência no namoro é considerada um alarmante problema de saúde pública (Andrade et al., 2023; WHO, 2015), trazendo desafios importantes para a promoção da saúde dessa população. As consequências dessa violência podem surgir em curto, médio e longo prazo, impactando negativamente o desenvolvimento das vítimas, sendo as mulheres as que apresentam lesões mais graves (Taquette & Monteiro, 2019). Sintomas de ansiedade e depressão, uso de álcool e outras drogas, comportamentos antissociais - como mentir, agredir ou fazer bullying -, ideação ou comportamento suicida estão entre as consequências mais frequentes em vítimas do fenômeno (CDC, 2022). Além disso, baixa autoestima, baixo desempenho escolar, comportamento sexual de risco e surgimento de transtornos psiquiátricos também têm sido identificados (Taquette & Monteiro, 2019). Ainda, destaca-se que a vivência da violência no namoro na adolescência é um importante fator de risco para o engajamento em situações de violência por parceiro íntimo na vida adulta, tanto para vítimas quanto perpetradores (CDC, 2022; WHO, 2015).

A literatura vem documentando os expressivos índices da prevalência da violência no namoro entre adolescentes. No cenário internacional, em uma pesquisa norte-americana realizada com 938 estudantes de escolas públicas (idades entre 11 e 16 anos), 40 % afirmaram ter cometido pelo menos um ato abusivo contra o seu parceiro ou parceira, ao passo que 49 % relataram ter sofrido violência por parte do(a) namorado(a) (Goncy et al., 2017). No contexto latino-americano, um estudo realizado com 20 adolescentes do Equador (idades entre 13 e 19 anos) apontou que 75 % da amostra relatou ter sofrido violência psicológica na relação de namoro; enquanto 70 %, violência física e 15 %, violência sexual (Flores-Rivera & Palencia-Gutiérrez, 2023). Já no Brasil, um estudo feito por Silva et al. (2019), com 56 adolescentes (idades entre 15 e 19 anos), moradores de Recife, mostrou que 21.4 % sofreram pelo menos um tipo de violência, e 17.9 % cometeram ao menos um. Já um outro estudo realizado em escolas públicas e privadas da Região Sul do Brasil evidenciou que 93 % dos 403 adolescentes da amostra (idades entre 14 e 19 anos) já praticaram algum tipo de violência no namoro. Destes, a de natureza psicológica também foi a de maior prevalência entre os respondentes (92 %), seguida da sexual (37 %) e da física (27 %) (Borges et al., 2020).

Diante da alta prevalência do fenômeno e de suas consequências no âmbito da saúde pública, salienta-se a importância do desenvolvimento de ações e de programas de prevenção primária à violência no namoro (Miller et al., 2018; Storer et al., 2017); desse modo, a fim de evitar a vitimi-zação e a perpetração da violência nos primeiros e, consequentemente, nos futuros relacionamentos (Oliveira et al., 2016). Destaca-se que as intervenções primárias podem ter foco individual, quando voltadas para o adolescente; foco ambiental, ao envolverem iniciativas centradas na comunidade escolar, por exemplo; e intervenções combinadas, que abordam ações ambientais mais amplas e centradas no indivíduo (Murta & Barletta, 2015).

As intervenções preventivas primárias podem ser classificadas de acordo com os níveis de prevenção, os quais são relacionados às características de sua população-alvo (Gordon, 1983). Quando voltadas para adolescentes em geral, independentemente de apresentarem risco à violência no namoro, são consideradas universais, como a intervenção brasileira "SOS namoro" (Murta et al., 2020). Já as intervenções destinadas a adolescentes com fatores de risco identificados, como o histórico da violência intrafamiliar e doméstica, são consideradas seletivas, como a intervenção estadunidense "Expect Respect" (Reidy et al., 2017). Por fim, aquelas voltadas para adolescentes com experiência prévia de violência no namoro são consideradas indicadas (Murta et al., 2013), como a intervenção "Date SMART" (Rizzo et al., 2018).

Segundo a American Psychological Association (APA, 2006), a avaliação de programas de prevenção e promoção da saúde em psicologia pode ser realizada por meio de estudos de viabilidade, eficácia e efetividade da intervenção. De acordo com Bowen et al. (2009), estudos de viabilidade servem para produzir um conjunto de descobertas que ajudam a determinar se uma intervenção deve ser recomendada para posterior avaliação de eficácia e efetividade. Além disso, estudos de viabilidade são indicados para quando intervenções anteriores tiveram resultados positivos, mas em ambientes e contextos diferentes do atual. Já os estudos de eficácia avaliam efeitos produzidos pela intervenção em um contexto controlado. Por fim, os estudos de efetividade avaliam os efeitos da intervenção para uma amostra e/ou população específica, em condições não controladas (Durgante & Dell'Aglio, 2018).

Observa-se que, no cenário internacional, os estudos de avaliação de programas de prevenção à violência no namoro apresentaram-se de forma mais consolidada ao longo dos últimos 10 anos (Fernandez-Gonzalez et al., 2020). No que tange a revisões internacionais, ressalta-se o predomínio de estudos atuais de metanálise focados em avaliações de evidências de eficácia como é o caso do estudo de Russell et al. (2021). Entre os achados desta revisão, prevaleceram intervenções do Norte global, sem registro de intervenções brasileiras que atendessem aos critérios de seleção do estudo até 2019. Esse mesmo padrão também foi identificado na revisão de Koker et al. (2014), a qual buscou revisar ensaios controlados randomizados de intervenções para reduzir perpetração e vitimização da violência psicológica entre adolescentes.

No cenário brasileiro, os estudos de avaliação desses programas na última década se mostraram incipientes, como evidenciado na revisão da literatura realizada por Murta et al. (2013), cujo objetivo era identificar as características metodológicas e de intervenção de estudos que apresentassem programas de prevenção primária à violência no namoro. Além disso, essa revisão não identificou nenhum estudo de avaliação de intervenção sobre a temática no contexto brasileiro. Contudo, há indícios de um crescimento no desenvolvimento de intervenções nesse campo nos anos seguintes (Murta et al., 2014; 2020), bem como de estudos de avaliação de viabilidade (Santos & Murta, 2019), de efetividade (Murta et al., 2016) e de eficácia (Priolo-Filho, 2017). Já na revisão de Carlos et al. (2017), que visou identificar intervenções de prevenção à violência no namoro, focada em contexto escolar, publicadas no período de 2011 a 2015, foi evidenciado apenas um estudo brasileiro de avaliação de efetividade da intervenção sobre a intenção de enfrentamento da violência no namoro e sobre a promoção de habilidades de vida em adolescentes, focando em crenças sexistas e homofóbicas entre adolescentes (Murta et al., 2013).

O desenvolvimento e avaliação de intervenções de prevenção à violência no namoro evidencia um progresso no campo do combate à violência de gênero e seu enfrentamento no contexto brasileiro, bem como um avanço no âmbito da saúde pública. A pesquisa científica e os avanços nas medidas de avaliação desses programas são norteadores de práticas profissionais viáveis para uma atuação competente e ética (Abreu & Murta, 2018). Nas revisões da literatura internacionais (Koker et al., 2014; Russell et al., 2021) e nacionais (Carlos et al., 2017; Murta et al., 2013), evidencia-se a necessidade de avaliações de intervenções sobre a prevenção da violência no namoro nos países em desenvolvimento, cujos estudos sobre o enfoque temático ainda são incipientes, principalmente no que tange à avaliação de viabilidade, aspecto relevante para a avaliação de programas adaptados para outros contextos e ambientes diferentes dos de origem. Torna-se importante, portanto, o desenvolvimento de estudos centrados em avaliações de evidências de viabilidade, eficácia e efetividade, pois elas são fundamentais para o aperfeiçoamento de práticas baseadas em evidências e alocações de recursos para fins de desenvolvimento social (Durgante & Dell'Aglio, 2018). Desse modo, objetiva-se, com esta revisão, mapear e analisar a metodologia dos estudos de viabilidade, eficácia e efetividade de intervenções voltadas à prevenção da violência no namoro com adolescentes.

Método

Foi realizada uma revisão sistemática de artigos empíricos baseada no modelo PRISMA (Page et al., 2023). A busca foi realizada nas bases de dados SciELO, Scopus, Web of Science e PsycINFO. Na estratégia de busca, foram utilizados descritores indexados e validados pela Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), no item de terminologia em psicologia, e palavras-chave que foram combinadas com os operadores booleanos AND e OR. As combinações foram adaptadas de acordo com a especificidade de cada base de dados, a fim de propiciar uma busca ampla por meio de procedimentos de controle de vocabulário, considerando os que se relacionam com o problema de pesquisa, sendo os seguintes: (((Dating Violence) AND ((Prevention Program) OR (Intervention) OR (Treatment)) AND ((Adolescent) OR (Adolescents)))). A presente revisão sistemática parte da seguinte questão norteadora: "Quais são os aspectos metodológicos e evidências dos estudos de viabilidade, eficácia e efetividade das intervenções para a prevenção da violência no namoro voltada para adolescentes?".

Critérios de elegibilidade

Os critérios de inclusão dos estudos foram os seguintes: 1) ser artigo científico original, publicado em periódico indexado nas bases utilizadas, entre janeiro de 2010 e dezembro de 2021; 2) artigos publicados em língua portuguesa, inglesa ou espanhola; 3) artigos que corresponderam à temática da violência no namoro com adolescentes conforme os descritores utilizados. Por sua vez, os critérios de exclusão foram os seguintes: 1) artigos científicos duplicados; 2) artigos indisponíveis e/ou incompletos; 3) artigos de revisão da literatura, sistemática, metanálise, de escopo, integrativa ou narrativa; 4) artigos científicos que não avaliaram intervenções sobre a prevenção da violência no namoro; 5) artigos científicos que avaliaram intervenções sobre a prevenção da violência no namoro com população maior de 19 anos; 6) artigos científicos que avaliaram intervenções sobre a prevenção da violência no namoro com população de crianças até 12 anos incompletos; e 7) artigos que não foram publicados em língua portuguesa, inglesa ou espanhola. Por fim, os critérios de elegibilidade foram estudos com avaliação de viabilidade, efetividade ou eficácia e artigos empíricos com medida de pré e pós-teste.

Seleção dos estudos

As buscas foram realizadas em janeiro de 2022, referindo-se aos artigos publicados entre 1° janeiro de 2010 até 31 de dezembro de 2021. Salienta-se que o recorte temporal diz respeito à última década de publicações, considerando o ano que esta revisão foi realizada. Os resultados das buscas nas bases de dados foram enviados para o software Rayyan QCRI para o manejo e controle de duplicidade dos artigos e, logo, exportados para o software Microsoft Excel. Duas juízas realizaram as buscas, avaliando de forma independente os resumos e os títulos com base nos critérios estabelecidos. Uma terceira juíza participou nos casos de discordância. Por fim, os artigos selecionados foram lidos na íntegra. Salienta-se que não foi utilizado o método de avaliação de risco de viés dos estudos selecionados. Após a avaliação dessas publicações, apenas os artigos que preencheram os critérios de elegibilidade foram selecionados para compor a amostra final da análise, conforme se observa na Figura 1.

Lista de coleta de dados

Os artigos selecionados na amostra final foram analisados conforme os seguintes critérios: 1) características dos estudos (autores, ano de publicação e país); 2) aspectos estruturais das intervenções (caráter, contexto, formato, modalidade, número e duração das sessões, nível de prevenção, conteúdos e estratégias de intervenção); 3) aspectos metodológicos das intervenções e evidências de viabilidade, eficácia e efetividade (delineamento, variáveis de desfecho, principais resultados). Os resultados foram agrupados em três seções: evidências de viabilidade, eficácia e efetividade. Destaca-se que esta revisão não possui número de registro.

Resultados

A amostra final desta revisão incluiu 53 artigos conforme evidenciam as Tabelas 1, 2 e 3, as quais estão divididas, respectivamente, pelo tipo de estudo: viabilidade, eficácia ou efetividade. No que tange aos resultados de um modo total (N = 53), evidencia-se o predomínio de publicações oriundas dos Estados Unidos (N = 34), seguido da Espanha (N = 8), do Brasil (N = 3), de Portugal (N = 3), da Austrália (N = 1), da África do Sul (N = 1), do Canadá (N = 1), do Caribe (N = 1) e do México (N = 1). Quanto ao tipo de estudo, destaca-se o predomínio de estudos de eficácia (N = 27), seguido de efetividade (N = 18) e viabilidade (N = 8).

Por fim, em relação ao nível de prevenção, o universal é o predominante (N = 43), seguido do seletivo (N = 10).

Figura 1

Fluxograma das etapas de seleção dos artigos

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Tabela 1

Características dos estudos de viabilidade selecionados

N.° e citação do artigo País Nível de prevenção
1. Herrman e Waterhouse (2014) Estados Unidos Universal
2. Inchaurrondo et al. (2020) Espanha Universal
3. Kan et al. (2021) Estados Unidos Universal
4. Moulds et al. (2019) Austrália Universal
5. Rizzo et al. (2018) Estados Unidos Seletivo
6. Rizzo et al. (2021) Estados Unidos Universal
7. Rothman et al. (2021) Estados Unidos Universal
8. Rothman e Wang (2016) Estados Unidos Universal

Tabela 2

Características dos estudos de eficácia selecionados

N.° e citação do artigo País Nível de prevenção
9. Bush et al. (2021) Estados Unidos Universal
10. Bruce et al. (2010) Estados Unidos Universal
11. Collibee et al. (2021) Estados Unidos Seletivo
12. Degue et al. (2021) Estados Unidos Universal
13. Fernández-González et al. (2013) Espanha Universal
14. Foshee et al. (2012) Estados Unidos Universal
15. González-Guarda et al. (2015) Estados Unidos Universal
16. Jewkes et al. (2019) África do Sul Universal
17. Joppa et al. (2016) Estados Unidos Universal
18. Langhinrichsen-Rohling et al. (2012) Estados Unidos Seletivo
19. Levesque et al. (2016) Estados Unidos Seletivo
20. Miller et al. (2012) Estados Unidos Universal
21. Miller et al. (2013) Estados Unidos Universal
22. Miller et al. (2015) Estados Unidos Universal
23. Muñoz-Fernández et al. (2019) Espanha Universal
24. Muñoz-Rivas et al. (2019) Espanha Universal
25. Niolon et al. (2019) Estados Unidos Seletivo
26. Peskin et al. (2019) Estados Unidos Universal
27. Reidy et al. (2017) Estados Unidos Seletivo
28. Ritchwood et al. (2015) Estados Unidos Universal
29. Rothman et al. (2020) Estados Unidos Universal
30. Santos et al. (2019) Brasil Universal
31. Sánchez-Jiménez et al. (2018) Espanha Universal
32. Taylor et al. (2015) Estados Unidos Universal
33. Taylor et al. (2013) Estados Unidos Universal
34. Temple et al. (2021) Estados Unidos Universal
35. Wolfe et al. (2011) Canadá Universal

Tabela 3

Características dos estudos de efetividade selecionados

N.° e citação do artigo País Nível de prevenção
36. Afonso e Teixeira (2015) Portugal Universal
37. Alexander et al. (2014) Caribe Seletivo
38. Antle et al. (2011) Estados Unidos Seletivo
39. Ball et al. (2012) Estados Unidos Seletivo
40. Belknap et al. (2013) Estados Unidos Universal
41. Black et al. (2012) Estados Unidos Universal
42. Cathy et al. (2015) Estados Unidos Universal
43. Dixe et al. (2020) Portugal Universal
44. Ferreira et al. (2020) Portugal Universal
45. Fernández-González et al. (2020) Espanha Universal
46. Maya et al. (2013) Espanha Universal
47. Miller et al. (2015) Estados Unidos Universal
48. Murta et al. (2016) Brasil Universal
49. Murta et al. (2013) Brasil Universal
50. Navarro-Pérez et al. (2020) Espanha Seletivo
51. Ravi et al. (2019) Estados Unidos Universal
52. Sosa-Rubi et al. (2017) México Universal
53. Williams et al. (2015) Estados Unidos Universal

Evidências de viabilidade

Foram encontrados oito estudos de viabilidade, dos quais a maioria foi realizada nos Estados Unidos (artigos número 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8). O ano quando houve mais pesquisas publicadas foi o de 2021 (3, 6, 7). No que tange ao caráter das intervenções, houve o predomínio de intervenções para a prevenção universal (1, 2, 3, 4, 6, 7, 8). A escola foi o contexto mais frequente de implementação da intervenção (1, 2, 3, 5). Quanto ao formato das intervenções, a maioria foi realizada em grupo (1, 2, 3, 5, 7). O número mínimo de sessões por programa foi de um encontro (8) e no máximo 24 encontros (2). A duração das sessões variou de tempo mínimo de 30 minutos (8) até tempo máximo de 120 minutos (5). Em relação ao caráter das intervenções realizadas, houve predomínio do curricular (1, 3, 7).

Os conteúdos trabalhados nos programas incluíram: identificação, descrição e compreensão da violência no namoro (1, 2, 3, 4 , 5, 6, 7); treino de habilidades e tomada de decisão (1, 2, 3, 4 ,5, 6, 7) ; mudanças cognitivas, emocionais e comportamentais (1, 2, 3, 4, 5, 6); modificações de crenças e atitudes relacionadas a estereótipos de gênero (1, 2, 3, 5, 7); mudança de normas sociais para comportamento de espectador/familiares, juntamente aos adolescentes, relacionado à prevenção da violência no namoro (4, 6); e resolução de problemas e planos de enfrentamento (1, 3, 4, 5, 8) . Entre as estratégias de intervenção utilizadas nos programas, foi possível verificar o uso de discussões em grupo (1, 2, 3, 4, 5); uso de estratégias on-line (6, 7); entrevista breve motivacional (8); exercícios de identificação, descrição e compreensão da violência (1, 2, 3, 4 , 5, 6, 7); escuta ativa (8); exercícios de reflexão (1, 2, 3, 4, 5); treino de habilidades em gestão de conflitos (1); promoção de habilidades e gerenciamento de emoções e comportamentos e ensino de novas habilidades para ajudar a gerenciar comportamento em relacionamentos (2, 3, 4 ,5, 6, 7).

No tocante aos aspectos metodológicos das intervenções, em relação às características relacionadas ao gênero dos participantes, foi possível identificar que a maioria teve caráter misto (2, 4, 7, 8). No que concerne à avaliação de resultados, ressalta-se que todos os artigos apresentaram medidas de pré e pós-teste, e apenas um estudo não realizou avaliação de seguimento follow-up (6). Cinco intervenções apresentaram evidências limitadas de eficácia (1, 3, 5, 6, 8). Entre as variáveis de medidas em comum, observou-se principalmente perpetração e vitimização da violência no namoro (1, 3, 5, 6), e atitudes sobre a violência no namoro (3, 4, 6, 7). Foram observadas diferenças estatisticamente significativas em suas respectivas medidas avaliadas. Esses resultados indicam diminuição da violência sofrida e perpetrada e/ou maior habilidade em identificar estereótipos de gênero nas relações, os quais influenciam a dinâmica do relacionamento e a resolução de conflitos (1, 3, 5, 6). Apenas uma intervenção (8) não apresentou mudanças substanciais na perpetração da violência, fato potencialmente atribuído à brevidade da intervenção, a qual teve duração de encontro único, entretanto ela contribuiu para o aumento da motivação ante a mudança dos participantes. Todas as intervenções mostraram-se viáveis para sua aplicação nos respectivos contextos; foi possível identificar que a adaptação e realização de grupo focal para a avaliação de demandas da popula-ção-alvo contribuiu para tal desfecho. Quanto às modificações sugeridas, participantes apontaram que melhorias poderiam ser feitas com o uso de vídeos interativos mais realistas (7), bem como sugeriram aprofundamento de certos aspectos do programa, visto que algumas atividades eram de curta duração (2).

Evidências de eficácia

Foram encontrados 27 estudos de eficácia. A maioria das intervenções descritas nos artigos foi realizada nos Estados Unidos (9, 10, 11, 12, 14, 15, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 25, 26, 27, 28, 29, 32, 33, 34). O ano quando houve mais pesquisas publicadas foi o de 2019 (16, 23, 24, 25, 26, 30). No que se refere ao nível de prevenção das intervenções, houve o predomínio de prevenção universal (9, 10, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 20, 21, 22, 23, 24, 26, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35). No que concerne aos aspectos estruturais das intervenções, em relação ao contexto de implementação, a escola foi a de maior predominância (9, 10, 11, 12, 13, 15, 16, 17, 19, 20, 21, 23, 24, 25, 26, 27, 30, 31, 32, 33, 34, 35). Quanto ao formato das intervenções, todas foram realizadas em grupo, com exceção de uma intervenção oferecida em formato individual (29). O número mínimo de sessões por programa foi de um encontro (13, 29) e no máximo 25 encontros (27). A duração das sessões variou de 15 minutos (20, 21) até 90 minutos (18, 28, 30). Em relação ao caráter das intervenções realizadas, houve predomínio do curricular (10, 15, 16, 17, 25, 32, 33, 34, 35).

Os conteúdos trabalhados nos programas incluíram identificação, descrição e compreensão da violência no namoro (9, 10, 11, 12, 14, 15, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 30, 31, 32, 34, 35); promoção de relacionamentos saudáveis; treino de habilidades e tomada de decisão (9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 34, 45); regulação emocional (18, 23); direitos/leis no relacionamento (15, 32, 33); atuação de pares no auxílio da prevenção da violência no namoro (15, 21, 30, 31); habilidades para uma parentalidade positiva e uma comunicação eficaz com seus filhos sobre relacionamentos saudáveis (16, 25); promoção de atitudes/normas de igualdade de gênero (15, 16, 27, 30, 33, 35). As estratégias de intervenção utilizadas nos programas englobaram: discussões em grupo (12, 14, 15, 17, 18, 21, 23, 24, 26, 27, 28, 30, 31, 32, 35); treino de habilidade de vida ou social (9, 10, 12, 14, 15, 16, 17, 21, 24, 25, 26, 27, 28, 33); técnicas de resolução de conflito (25); entrevista breve motivacional (29); role-play (14, 15, 17, 23, 26, 27, 31, 35); uso de card games (14); uso de vinhetas para a identificação de violência (14); desenvolvimento de plano de enfrentamento (14); exercícios de "verdadeiro ou falso" para identificar mitos sobre violência no namoro (14); psicoeducação (12, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 24, 30, 35); mapeamento de riscos (19, 30, 32); uso de vídeos temáticos e/ou expressão criativa por meio da arte, música ou literatura (15, 19, 23, 27, 35).

No que tange aos aspectos metodológicos das intervenções, em relação às características relacionadas ao gênero dos participantes, foi possível identificar que os estudos de eficácia tiveram predominantemente caráter misto com participantes do gênero masculino e feminino, com exceção de duas intervenções de caráter exclusivamente masculino (20, 21) e duas de caráter exclusivamente feminino (11, 18). No que concerne à avaliação de resultados, ressalta-se que todos os artigos apresentaram medidas de pré e pós-teste, e somente sete estudos não realizaram a avaliação de seguimento follow-up (9, 18, 24, 30, 31, 27). Das variáveis medidas, observaram-se principalmente vitimização e/ou perpetração da violência (10, 12, 13, 14, 15, 17, 18, 19, 20, 21, 23, 24, 25, 26, 27, 29, 31, 32, 33, 35); habilidades sociais: comunicação, resolução de conflitos, manejo de emoções (25, 26, 31, 16); intenções de intervir/ oferecer ajuda (20, 21, 30); e atitudes equitativas de gênero (16, 20, 21).

No pós-teste das intervenções, foram identificados resultados estatisticamente significativos na redução da perpetração e/ou vitimização da violência (9, 12, 13,14, 17, 19, 20, 23, 24, 25, 26, 27, 32, 33, 35) e no aumento de habilidades sociais (25, 29, 31), nas intenções de intervir/ oferecer ajuda (21) e nas atitudes equitativas de gênero (16). Algumas intervenções não apresentaram resultados significativos na redução da perpetração da violência (10, 21), da perpetração da violência nas participantes mulheres (15), da perpetração e da vitimização (18, 29), da vitimização da violência (22), das atitudes equitativas de gênero (20, 21) e da intenção de intervir (30, 20). Entre as intervenções que não apresentaram resultados significativos, observaram-se elementos como a variação do local durante a implementação, a não participação do corpo docente na implementação do programa curricular escolar, a amostra pequena com participantes que não haviam começado a namorar, a alta taxa de evasão, a falta de componente qualitativo na avaliação e os instrumentos de medidas não sensíveis.

Evidências de efetividade

Foram encontrados 18 estudos de efetividade. A maioria das intervenções descritas nos artigos foi realizada nos Estados Unidos (38, 39, 40, 41, 42, 47, 51, 53). Dois anos se destacaram com o maior número de pesquisas publicadas: 2015 (36, 42, 47, 53) e 2020 (43, 44, 45, 50). No que se refere ao nível de prevenção das intervenções, houve o predomínio da prevenção universal (36, 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 51, 52, 53). No que tange aos aspectos estruturais das intervenções, em relação ao contexto de implementação, a escola foi a de maior predominância (36, 37, 38, 39, 40, 49, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 52, 53). Quanto ao formato das intervenções, todas foram realizadas em grupo. O número mínimo de sessões por programa foi de um encontro (42, 43) e no máximo 24 encontros (39). A duração das sessões variou de tempo mínimo de 30 minutos (40, 42) até tempo máximo de 120 minutos (43). Em relação ao caráter das intervenções realizadas, houve predomínio do curricular (37, 38, 39, 41, 47, 51, 52, 53). Os conteúdos trabalhados nos programas incluíram identificação, descrição e compreensão da violência no namoro (36, 37, 38, 39, 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 50, 51, 52, 53); treino de habilidades e tomada de decisão (36, 38, 39, 40, 41, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 50, 51, 52), habilidades para a oferta de ajuda aos pares em situações da violência no namoro (37, 43, 44); papéis de gênero e/ou direitos sexuais e reprodutivos (36, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 50, 51, 52); e crenças e atitudes mal adaptativas ligadas à violência no namoro (36, 45, 46, 47, 50, 52 ). Entre as estratégias de intervenção utilizadas nos programas, foi possível verificar o uso de discussões grupais (39, 44, 48, 49, 51); role-play (36, 39, 46, 51, 52); uso de vídeos educativos (36, 37, 39, 44, 49); peças teatrais (42, 43, 52, 40); jogos de perguntas focadas em relacionamentos (37); jogos de desconstrução de mitos e verdades (44); uso de livro interativo sobre temática (48); treino de habilidades sociais (38, 39, 45, 47, 48, 51, 52); exercícios de expressão por meio da arte (39); análise de músicas e filmes (49, 52); técnicas de resolução de problemas (49); e psicoeducação (37, 38, 45, 48).

No que tange aos aspectos metodológicos das intervenções, em relação às características relacionadas ao gênero dos participantes, foi possível identificar que todos os estudos de efetividade tiveram caráter misto, com participantes do gênero masculino e feminino. No que concerne à avaliação de resultados, ressalta-se que todos os artigos apresentaram medidas de pré e pós-teste, somente alguns realizaram a avaliação de seguimento follow-up (41, 42 47, 49, 51, 52, 53). Entre as variáveis avaliadas, observaram-se principalmente vitimização e perpetração da violência (39, 53, 41, 43, 46, 47, 52); atitudes em relação à violência no namoro (36, 37, 38, 51, 40, 41, 44, 45, 52); crenças sexistas/sexismo (49, 50, 52); e resolução de conflitos (39, 40, 44). Verificaram-se no pós-teste mudanças significativas referentes às variáveis de atitudes em relação à violência no namoro (36, 37, 38, 40, 41, 45, 52); perpetração e vitimização (52); e crenças sexistas (50, 52). Além do mais, dois estudos mencionaram a necessidade de desenvolvimento de novos instrumentos (quantitativos e qualitativos) para a avaliação de variáveis de interesse para programas de prevenção à violência no namoro.

Discussão

Esta revisão teve como objetivo mapear e analisar a metodologia dos estudos de viabilidade, eficácia e efetividade de intervenções voltadas para a prevenção da violência no namoro com adolescentes. Os resultados encontrados corroboram com achados descritos na literatura, conforme apontado nos estudos de Murta et al. (2013) e de Oliveira et al. (2016), os quais identificaram intervenções majoritariamente implementadas no contexto escolar, com grupos mistos, de caráter curricular e nível de prevenção universal. Salienta-se que a educação é uma das principais estratégias para a mudança de atitudes e de normas sociais. É por meio dela que as crianças e os adolescentes podem adquirir habilidades necessárias para promover igualdade de gênero, promoção de uma cultura de não violência e diminuição da aceitação da violência contra mulheres (Organização Mundial da Saúde [OMS], 2016). O diálogo entre psicologia e educação é fundamental para a articulação de uma promoção da convivência ética e prevenção da violência nas escolas. É fundamental que a escola, para além de um local de intervenção voltada para os adolescentes, seja um espaço que também tenha investimento de políticas públicas direcionadas para uma formação docente continuada que propicie espaços contínuos de diálogo e reflexão sobre as temáticas de prevenção de violências (Knoener et al., 2022). Por fim, ressalta-se que, apesar de o contexto escolar ser prioritário para as intervenções preventivas, urge a necessidade da implementação de intervenções em outros contextos, como saúde e assistência social, a fim de contemplar diferentes realidades e experiências de adolescência.

Em adição às intervenções para a prevenção universal, é necessário o desenvolvimento de intervenções de nível de prevenção seletivo que priorizem participantes expostos às situações de risco para a ocorrência da violência no namoro (como, por exemplo, adolescentes em situação de acolhimento institucional com histórico de exposição à violência intraparental/familiar e doméstica), bem como desenvolvimento de intervenções de caráter indicado que priorizem participantes que, em algum momento, tenham manifestado sinais iniciais da violência no namoro (Borges et al., 2020). Segundo Ibabe et al. (2020), a exposição à violência interparental desempenha um papel relevante na ocorrência da violência no namoro, com efeitos indiretos por meio da violência e do sexismo entre pais e filhos. Além disso, a violência no namoro é associada a uma gama de adversidades na infância e na adolescência, incluindo violações de direitos e institucionalização (Miller et al., 2011).

A reprodução e testemunho da violência entre as gerações aumentam o risco da aprendizagem social de transmissão da violência (Ibabe et al., 2020). Desse modo, intervenções para a prevenção seletiva ou indicada da violência no namoro, se viáveis, eficazes e efetivas, podem ser recomendadas como recurso auxiliar na interrupção da intergeracionalidade da violência.

Identificou-se que as intervenções de formato grupal foram as mais utilizadas e apresentaram bons resultados. A literatura evidencia que intervenções em grupos sobre a violência no namoro com adolescentes tem mostrado resultados promissores (Bock et al., 2024; Inchaurrondo et al., 2020). Isso pode ser compreendido na medida em que estratégias em saúde de caráter grupal proporcionam coesão, reflexões múltiplas, aprendizagem por meio do outro, local seguro para expressões emocionais, desenvolvimento de habilidades sociais e de vida e melhor alocação de recursos (Malagris et al., 2017; Wagner et al., 2017). Além disso, características da adolescência proporcionam facilidade para intervenções grupais, como é o caso da tendência grupal, ou seja, a busca de pertencimento ao grupo de pares, bem como a capacidade de estabelecer relações e coordenar pontos de vista diferentes e integrá-los de modo lógico (Neufeld & Peron, 2018).

Em relação ao número e duração de encontros, identificou-se que os programas muito breves ou de encontro único não apresentaram desfechos tão robustos e duradouros em comparação àqueles de maior duração (Dixe et al., 2020; Muñoz-Fernández et al., 2019). Entende-se, teoricamente, que programas focados em mudanças de comportamento necessitam de maior tempo para proporcionar resultados positivos e significativos (Carlos et al., 2017). Desse modo, as intervenções de encontro único, cujo objetivo era mudar comportamento, não foram muito eficazes em promover mudanças comportamentais dada a única exposição a conceitos e oportunidade de prática daquilo que foi abordado na intervenção.

Em relação aos conteúdos mais utilizados nos programas, identificaram-se três principais núcleos: 1) identificação, descrição e compreensão da violência no namoro; 2) modificações de crenças e atitudes relacionadas a estereótipos e igualdade de gênero; e 3) treino de habilidades e resolução de conflitos. Ressaltou-se ainda a emergência de intervenções que envolvam pares e familiares na prevenção da violência. Visto que a violência é multicausal, de acordo com a recomendação da OMS (2016), os programas de prevenção à violência no namoro, preferencialmente, devem contextualizar em sua construção os fatores individuais (história de agressão, maus-tratos, aspectos psicológicos, idade etc.), relacionais e comunitários (práticas parentais, vínculos fragilizados, taxas de criminalidade, serviços de atenção a vítimas etc.), e sociais (desigualdade de gênero, crenças sexistas, leis que sustentam a violência etc.).

Achados de uma revisão da literatura sobre a eficácia de programas preventivos da violência no namoro apontaram que programas com características multicomponentes, voltados também para o desenvolvimento de habilidades sociais e pensamento crítico, tendem a ter mais eficácia sobre os meramente informativos ou psicoeducativos (Murta et al., 2013); desse modo, indo ao encontro dos achados desta revisão. Para contemplar esse aspecto multicomponente, as intervenções encontradas majoritariamente na amostra deste artigo utilizaram exercícios de identificação, descrição e compreensão da violência; escuta ativa e exercícios de reflexão; promoção de habilidades e gerenciamento de emoções e comportamentos; role-play; uso de vídeos educativos; peças teatrais; jogos de perguntas focadas em relacionamentos e em mitos e verdades e mapeamento de riscos. Portanto, entende-se que os programas de prevenção à violência no namoro devem fornecer ferramentas não apenas informativas, mas também lúdicas e participativas aos adolescentes para que eles possam manejar conflitos nas relações amorosas em conjunto com a sensibilização da não naturalização da violência (Priolo-Filho et al., 2021).

Os desfechos mais analisados nos estudos de viabilidade, efetividade e eficácia foram perpetração e vitimização da violência e atitudes sobre violência no namoro. Essas variáveis também foram identificadas na revisão de Murta et al. (2013), as quais apresentaram redução significativa após intervenções. Visto que promover saúde e prevenir a violência estão entre as metas das Organizações das Nações Unidas para 2030, mudar atitudes e normas de uma sociedade é parte fundamental da prevenção da violência contra crianças e adolescentes (OMS, 2016; Priolo-Filho et al., 2021). Assim, indica-se a necessidade de identificar e avaliar nos programas de prevenção fatores associados à vitimização e perpetração da violência no processo de redução ou prevenção desses atos, bem como abordar atitudes violentas no namoro entre adolescentes.

Tratando-se especificamente de estudos de viabilidade, observou-se que a maioria apresentou testes limitados de eficácia. Segundo Durgante e Dell'Aglio (2018), eles são medidas relevantes para estudos de viabilidade com amostras por conveniência. Os testes têm como objetivo verificar efeitos iniciais em variáveis-chave, tamanho de efeito e manutenção de mudanças após intervenções. Nesses estudos, foi possível identificar diferenças estatisticamente significativas nas respectivas medidas avaliadas, como a redução da violência sofrida e perpetrada e maior conscientização em identificar estereótipos de gênero nas relações, as quais influenciam na dinâmica da relação e na resolução de conflitos (Rizzo et al., 2021; Kan et al., 2021).

Identificou-se, ainda, que a utilização de grupos focais para a avaliação de necessidades mostra-se importante em estudos de viabilidade, pois, por meio da percepção da população-alvo, é possível identificar demandas, déficits e recursos, com o objetivo de delinear mais adequadamente para uma intervenção anteriormente já realizada, aplicada em novo contexto ou com nova população (Posavac & Carey, 2003). O estudo de avaliação do programa "Safe Dates for Teen Mothers", adaptado para o contexto de mães adolescentes, utilizou o grupo focal para a identificação de fatores que aumentam a violência e fatores de risco de permanência dessas jovens mães na relação violenta. Ou seja, fatores que diferem de uma adolescente que não exerce a maternidade na relação (Herrman & Waterhouse, 2014). Dessa forma, a estruturação da intervenção foi adaptada e os resultados produziram diferenças significativas nas áreas de respostas de raiva, estereótipos de gênero, conscientização dos recursos para autores da agressão e vítimas. É possível que a escuta prévia à realidade das jovens mães participantes tenha favorecido a sensibilidade cultural da intervenção e otimizado seus efeitos.

Em relação à avaliação de seguimento das intervenções, identificou-se que a maioria dos estudos realizou avaliação de follow-up. Enfatiza-se que medidas de follow-up são essenciais para analisar os ganhos duradouros após os programas de prevenção. Segundo Priolo-Filho et al. (2021), mudanças comportamentais são as mais difíceis de serem alcançadas nos programas de prevenção, diferentemente das crenças e conhecimento sobre a violência. Tal fato pode estar atrelado à inexistência de um acompanhamento pós-intervenção, ou até mesmo, a um acompanhamento de tempo insuficiente para essas mudanças. Na revisão realizada por Murta et al. (2013), foi possível observar que menos da metade das intervenções identificadas da amostra realizou avaliação de follow-up, ou seja, 40 %. Já neste estudo, 65 % da amostra total realizou a avaliação. Destaca-se que os estudos dessa respectiva amostra, os quais em sua maioria realizou follow-up, são provenientes de um país que permite o incentivo financeiro aos participantes de pesquisas acadêmicas, como é o caso do estudo estadunidense de Rothman et al. (2020). Desse modo, pode ter impacto na adesão dos participantes em pesquisas que levem mais tempo. Ressalta-se a importância de repensar estratégias éticas e viáveis, bem como fomentar investimentos dessas avaliações de seguimento pós-teste, visando fornecer subsídios mais consistentes sobre a sustentabilidade dos resultados dos programas de prevenção da violência no namoro de países da América Latina.

Por fim, identificou-se que os estudos estão majoritariamente concentrados no contexto norteamericano, especificamente nos Estados Unidos, enquanto que, na América Latina, e especificamente no Brasil, há uma produção incipiente, ainda que emergente. A escassez de estudos de desenvolvimento e avaliação de intervenção de prevenção à violência no namoro no contexto brasileiro tornase preocupante, visto a expressividade do fenômeno. Um estudo realizado com 560 adolescentes brasileiros apontou que 76.43 % dessa amostra foi caracterizada como perpetradora de violência em seus relacionamentos íntimos, o que evidencia a naturalização de comportamentos violentos nessa fase do desenvolvimento (Borges & Dell'Aglio, 2020). Pontua-se que o desenvolvimento e avanço da ciência e dos mecanismos de enfrentamento da violência nos relacionamentos estão majoritariamente concentrados na violência contra mulheres adultas (Pinto & Christino, 2021). Além disso, novos estudos dependem principalmente do investimento de verbas públicas (Câmara dos Deputados, 2022). Assim, o sucateamento da ciência e uma invisibilização da importância da temática da prevenção da violência no namoro entre adolescentes podem concorrer para o baixo número de estudos. Em suma, em um país como o Brasil, o qual apresenta alta prevalência de violência pelo parceiro íntimo, o fomento de esforços acadêmicos, comunitários e políticos voltados para mecanismos de prevenção da violência no namoro são essenciais ao prover perspectivas de garantias de um futuro com menores índices de violência e proteção dos adolescentes nesse contexto (Priolo-Filho et al., 2021).

Conclusões

Nesta revisão, identificou-se que as intervenções foram implementadas majoritariamente no contexto escolar, com grupos mistos, de caráter curricular e nível de prevenção universal. Entre os conteúdos mais abordados estão a identificação, descrição e compreensão da violência no namoro; a modificação de crenças e atitudes relacionadas a estereótipos e à igualdade de gênero; o treino de habilidades; e a resolução de conflitos. Além disso, observou-se que programas com características multicomponentes tendem a ser mais eficazes do que os meramente informativos ou psicoeducativos. O desenvolvimento das intervenções ocorreu principalmente em países desenvolvidos, com predomínio de estudos voltados para a avaliação de eficácia.

Contudo, o presente estudo contou com algumas limitações. Apesar de ser necessário abordar estudos de viabilidade, efetividade e eficácia, a inclusão dos três tipos de estudos dificultou uma análise profunda de cada intervenção e segmento. Além disso, as intervenções apresentaram estruturas significativamente diferentes entre si, o que tornou a comparação entre elas mais complexa. Entretanto, este trabalho contribui para a literatura sobre a prevenção da violência no namoro ao reunir e descrever os principais programas que a área da saúde vem desenvolvendo, podendo servir de orientação e base para futuros aprofundamentos.

Os achados desta revisão apontam para a necessidade de desenvolvimento de estudos que analisem evidências de viabilidade, bem como de intervenções de nível de prevenção seletivo e indicado, em contextos de vulnerabilidade - especialmente em países de baixa e média renda, como o Brasil. O desenho dessas intervenções deve considerar não apenas o adolescente, mas também o seu entorno, como os pares e os familiares, além de aspectos culturais e de crenças que naturalizam a violência. Ademais, técnicas participativas e lúdicas devem ser adotadas, preferencialmente no formato de intervenções grupais. Para além dos contextos educacionais, subsidiar a implementação dessas intervenções no âmbito da saúde pública e da assistência social torna-se essencial no enfren-tamento da violência e das violações de direitos dos adolescentes brasileiros.

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[1] Financial disclosureCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Conflito de interesse: declaramos que não há conflito de interesse.

[2] Moura, J. Q., Sarrat, M. M., Dupont, M. F., Romero, J. A., Murta, S. G., & Habigzang, L. F. (2025). Intervenções baseadas em evidências para a prevenção da violência no namoro: revisão sistemática. Avances en Psicología Latinoamericana, 43(1), 1-24. https://doi.org/10.12804/revistas.urosario.edu.co/apl/a.12170

Declaração de contribuição do autor - CRediT

[3] metodologia, design e desenvolvimento; curadoria de dados; pesquisa, processo de pesquisa; visualização, apresentação de dados; e elaboração do documento original: Julliane Quevedo de Moura.

[4] pesquisa, processo de pesquisa; e elaboração do documento original: Manuela Mosena Sarrat.

[5] pesquisa, processo de pesquisa; e elaboração do documento original: Melina Friedrich Dupont.

[6] pesquisa, processo de pesquisa; e elaboração do documento original: Joana Arcari Romero.

[7] metodologia, design e desenvolvimento; supervisão e liderança no planejamento; redação, revisão e edição do texto: Sheila Giardini Murta.

[8] metodologia, design e desenvolvimento; administração de projetos, gerenciamento e coordenação; supervisão e liderança no planejamento; redação, revisão e edição do texto: Luísa Fernanda Habigzang.