DOI: http://dx.doi.org/10.12804/apl34.3.2016.12

Leitura crítica dos procedimentos estatísticos aplicados no campo da psicologia

Descargar Artículo
Carina Alexandra Rondini, Thaís Souza Paulillo, Viviane Suzano Martinhão, Bianca Molica Marinheiro, Raul Aragão Martins

Resumen


Apresentamos uma leitura crítica do uso e aplicação da Estatística em artigos científicos de Psicologia, apontando as principais dificuldades de sua aplicabilidade. Pesquisando a base de dados Biblioteca Virtual em Saúde BVS Psicologia ULAPSI Brasil e utilizando as palavras-chave Estatística e Psicologia, encontramos 24 artigos que adotavam estatística básica para coleta e análise de seus dados. Através de estudo bibliográfico e análise de conteúdo, identificamos as possíveis falhas no emprego da Estatística, observando os itens: definição correta da amostra/população, apresentação e justificativa dos testes estatísticos escolhidos, emprego correto dos testes e análise adequada dos resultados. Verificamos que 21 artigos deixaram de apresentar pelo menos uma informação estatística relevante; 9 demonstraram claramente a amostra; 9 definiram um método estatístico para a análise dos resultados e justificaram sua utilização; 12 não descreveram o método usado; 18 fizeram suas análises corretamente. A adoção inadequada e/ou ineficiente da Estatística pode levar a conclusões precipitadas ou mesmo equivocadas dos resultados. Um uso cuidadoso e atencioso da Estatística garante uma produção científica coerente e responsável com os fatos estudados. 


Palabras clave


Psicologia; Leitura Crítica; Estatística Aplicada a Psicologia

Texto completo:

PDF (Português (Brasil))

Estadísticas de Uso:

Descargas
Año20152016
Total254310



Referencias


CARNEIRO, A. M. (2008). Estatística simples? Avaliação Psicológica, Porto Alegre: RS, v. 7, n. 2, 263-264. Recuperado em 17 de abril de 2012, de: .

CAZORLA, I. M. (2004). Estatística ao alcance de todos. Anais do VIII ENEM – Minicurso, 2004. GT12 – Ensino de Probabilidade e Estatística. Recuperado em 4 de dezembro de 2012, de: .

FOX, J.A.; LEVIN, (2007). J. Estatística para ciências humanas. São Paulo: Pearson/Prentice Hall.

GOUVÊA, M. C. S. (2008, maio/ago.). Estudos sobre desenvolvimento humano do século XIX: da biologia à psicogenia. Cadernos de Pesquisa, v. 38, n. 134, 535-557. Recuperado em 4 de agosto de 2012, de: http://www.scielo.br/pdf/cp/v38n134/a1338134.pdf.

IGNACIO, S.A. (2010). Importância da estatística para o processo de conhecimento e tomada de decisão. Revista Paranaense de Desenvolvimento, n. 118, 175-192. Recuperado em 17 de abril de 2012, de: .

MARTIN, O. (2001). Da estatística política à sociologia estatística: Desenvolvimento e transformações da análise estatística da sociedade. Revista Brasileira de História. 21(41), 13-34. Recuperado em 24 de setembro de 2013 de:

MEMÓRIA, J. M. P. (2004). Breve história da estatística. Brasília, DF: Empraba Informação Tecnológica.

MITCHELL, J. C. (1987). A questão da quantificação na antropologia social. In: FELDMAM-BIANCO, B. (Org.). Antropologia das sociedades contemporâneas. (pp. 77-126). São Paulo: Global.

OLIVEIRA, B. R. G.; VIERA, C. S.; FURTADO, M. C. C.; MELLO, D. F.; LIMA, R. A. G. (2012, jul/ago.). Perfil de morbidade de crianças hospitalizadas em um hospital público: implicações para a Enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, 65 (4). Recuperado em 23 de setembro de 2013 de:

PIMENTA, R.; PEREIRA, I.; COSTA, E.; VIEIRA, M. (2010). Atitudes face à estatística em diferentes grupos de profissionais de saúde em formação. In: Simposium Iberoamericano en Educación, Cibernética e Informática, 7. Orlando, Florida, 29 de junho a 2 de julho, 2010. Memórias de la Novena Conferencia Iberoamericana en Sistemas, Cibernética e Informática. v. II, p.40-45. Portugal: International lnstitute of Informatics and Systemics, 2010. Recuperado em 19 de setembro de 2013 de:

QUEIROZ, S. (2006, nov.) Pesquisa quantitativa e pesquisa qualitativa: Perspectivas para o campo da etnomusicologia. Periódico do programa de pós-graduação em música da UFPB. Claves, 2. Recuperado em 19 de setembro de 2013 de:

SEBASTIANI, R.G.; VIALI, L. (2011, dez.). Teste de Hipóteses: uma análise dos erros cometidos por alunos de engenharia. Bolema, Rio Claro (SP), 24 (40), 835-854.

SILVA, C. B.; BRITO, M. R. F.; CAZORLA, I. M.; VENDRAMINI, C. M. M. (2001). Atitudes em relação à estatística e à matemática. Revista Psico-UDF, 6, (2), 55-64.

Recuperado em 4 de dezembro de 2013 de: .

VENDRAMINI, C.M.M.; LOPES, F.L. (2008). Leitura de manuais de testes psicológicos por estudantes e profissionais de psicologia. Avaliação Psicológica, 7(1), 93-105.

Recuperado em 17 de agosto de 2013 de:

:

YAMAMOTO, O. H.; MENANDRO, P. R. M. M.; KOLLER, S. H.; LOBIANCO, A. C.; HUTZ, C. S.; BUENO, J. L. O.; GUEDES, M. C. (2002, maio/ago.). Avaliação de periódicos científicos brasileiros da área da psicologia. Ci. Inf., Brasília, 31 (2), 163-177.